Aiatolá do Irã ameaça reprimir reformistas

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, avisou que poderá lançar uma onda repressão. O país enfrenta dois dias de manifestações a favor de reformas, nas quais centenas de jovens iranianos pediram a morte do governante. Khamenei também acusou os EUA de instigar os distúrbios dos últimos dias em Teerã e pediu aos iranianos que permaneçam "vigilantes" diante das tentativas de desestabilização do país.Nos últimos dois dias foram realizados os maiores protestos contra os líderes políticos do Irã em seis meses. Principalmente entre os jovens, a frustração com o regime chegou a superar o temor da repressão.O aiatolá Khamenei, em um discurso transmitido hoje por rádio e TV, referiu-se à violência de 1999, quando milicianos e forças de segurança atacaram os estudantes que protestavam contra as restrições aos meios de informação. Ocorreram os piores confrontos de rua desde a Revolução de 1979, e um estudante morreu. "Não permitiremos que a atmosfera se transforme em tensão e certos indivíduos contaminem a sociedade e as universidades. Se a nação decidir apoiar os rebeldes, então acontecerá o mesmo que ocorreu em 14 de julho de 1999", advertiu Khamenei.Milhares de pessoas protestaram hoje pela segunda noite consecutiva nas ruas de Teerã contra os governantes da república islâmica, principalmente contra Khamenei, gritando "morte aos ditadores", mas uma grande força policial as impediram que os manifestantes aos estudantes no câmpus universitário. A manifestação acabou dispersada nas primeiras horas da manhã.

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