Aiatolá exige garantia de eleições no Iraque

O mais respeitado clérigo xiita do Iraque, cujo apoio é importante para os planos dos EUA de entregar o poder em 30 de junho para os iraquianos, sugeriu que aceitaria eleições depois dessa data, caso a ONU garantisse que não haverá novos adiamentos. Ainda assim, muitos xiitas não aceitaram o julgamento do secretário-geral da ONU, Kofi Annan, de que é impossível a realização imediata de eleições legislativas, e insistiram que o governo que receberá o poder tem de ser escolhido por voto direto.Aparentemente descartadas as eleições e com a maioria dos líderes iraquianos se opondo a um plano original dos EUA de escolher um governo provisório em reuniões regionais de notáveis, o Conselho de Governo do Iraque e funcionários americanos tentam encontrar uma nova saída.A alternativa preferida pelos EUA é expandir o conselho de 25 membros e entregar a ele o poder em 30 de junho, até que possam ser realizadas eleições, informaram autoridades em Washington. A maioria dos membros do conselho apoiaria o plano de expansão. O principal clérigo xiita iraquiano, grão-aiatolá Ali al-Husseini al-Sistani, fez naufragar o plano original americano ao exigir eleições. Em comentários publicados hoje, al-Sistani disse que os EUA estão recorrendo a "pretextos". De qualquer forma, acrescentou, os preparativos para a votação devem começar "o mais rápido possível".Ele exigiu "claras garantias, para tranqüilizar os iraquianos de que as eleições não serão novamente bloqueadas pelos mesmos pretextos usados agora".

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