Aiatolá pede fim de combates em cidades sagradas

O mais respeitado clérigo xiita do Iraque, grão-aiatolá Ali al-Husseini al-Sistani, pediu tanto a soldados americanos quanto a milicianos de um clérigo radical para que se retirem de duas cidades sagradas xiitas onde ocorrem combates nas proximidades de alguns dos principais santuários xiitas do mundo. Autoridades iraquianas anunciaram que o FBI irá ajudar na investigação do assassinato do chefe do Conselho de Governo iraquiano, apontado pelos EUA, e o administrador civil americano do Iraque prometeu prosseguir com a transferência de soberania para os iraquianos como planejado. A coalizão liderada pelos EUA enfrenta uma insurgência nas áreas sunitas ao norte e oeste de Bagdá, assim como um levante num bairro xiita de Bagdá e em áreas xiitas do sul do Iraque, liderado pelo clérigo radical Muqtada al-Sadr. Oficiais da coalizão estimam que cerca de 265 milicianos já foram mortos desde que o levante teve início no começo de abril, incluindo 14 que morreram hoje em Kerbala, uma cidade sagrada xiita cerca de 80 km ao sul de Bagdá. Depois de escaramuças durante a madrugada em Najaf, assessores de al-Sistani distribuíram a repórteres um comunicado em nome do aiatolá exortando os iraquianos a não viajarem para a cidade sagrada a fim de participar de protestos convocados por al-Sadr. O comunicado, entretanto, sugere que os xiitas participem de manifestações em mesquitas e "centro provinciais" de outros lugares para exigir que Kerbala e Najaf "se livrem de todas manifestações armadas".

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