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AIE diz que esforço para limpar energia estagnou

O mundo não obteve quase nenhum progresso em reduzir o conteúdo de carbono de suas fontes de energia nos últimos 20 anos, apesar de bombear trilhões de dólares de investimento em projetos de energia renovável, como a energia eólica e solar, disse a Agência Internacional de Energia (AIE) nesta quarta-feira.

AE, Agência Estado

17 de abril de 2013 | 02h01

Em seu terceiro relatório anual de acompanhamento do progresso da tecnologia de energia limpa, a AIE, que assessora os países industrializados ricos sobre a política energética, desenha um quadro sombrio sobre os esforços globais para reduzir as emissões de gases que, segundo os cientistas, estão causando a mudança climática.

"O esforço para limpar o sistema mundial de energia está estagnado", disse Maria van der Hoeven, diretora-executiva da AIE, em um comunicado à imprensa. "Não podemos arcar com mais 20 anos de apatia. Precisamos de uma rápida expansão das tecnologias de energia de baixo carbono se quisermos evitar um aquecimento potencialmente catastrófico do planeta, mas também temos de acelerar" a mudança para se afastar dos combustíveis fósseis mais poluentes.

Segundo a AIE, as emissões de dióxido de carbono de cada unidade de energia consumida caíram menos de 1% desde 1990, em grande parte devido ao contínuo domínio do carvão como combustível da geração de eletricidade. A energia movida a carvão aumentou uma taxa estimada de 6% entre 2010 e 2012, impulsionada pelo crescimento nas economias emergentes, e representa "uma ameaça fundamental para o futuro de baixo carbono", disse a AIE.

"O quadro é tão claro como é inquietante: a intensidade de carbono da oferta global de energia pouco mudou em 20 anos, apesar dos esforços bem sucedidos na implantação de energia renovável", disse a AIE no relatório anual para a reunião do Clean Energy Ministerial, que reúne países responsáveis por 80% das emissões de gases estufa.

Há pouco acontecendo para mitigar o impacto ambiental do domínio contínuo de carvão na geração de energia, disse a AIE. Muitas das novas usinas movidas a carvão continuam a usar tecnologias ineficientes, compensando medidas para fechar algumas usinas mais velhas e mais poluentes, disse. Projetos para desenvolver a tecnologia que permitiria que as emissões de carbono de usinas de energia fossem capturadas e armazenadas, impedindo-as de contribuir para o aquecimento global, têm obtido pouco progresso, acrescentou.

Uma ação urgente é necessária para aumentar o número de projetos de captura e armazenamento de carbono em desenvolvimento se o mundo quiser limitar o aumento da temperatura média global a 2 graus Celsius no longo prazo, disse a AIE.

Os cientistas disseram que um aumento da temperatura global de mais de 2 graus Celsius poderia ter consequências dramáticas para o meio ambiente, incluindo o aumento da frequência de eventos climáticos extremos com graves consequências sociais e econômicas.

Para ajudar na transição para um sistema energético mais limpo global, a AIE pediu aos países que implementassem regras claras que incentivem a mudança para combustíveis e infraestrutura mais limpos, disse a AIE. As informações são da Dow Jones.

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