AIEA afirma que, 6 meses depois, Fukushima está finalmente 'estável'

Agência da ONU considera que expansão do uso da energia atômica irá diminuir nos próximos 20 anos

EFE

12 Setembro 2011 | 11h22

VIENA - A Agência Internacional da Energia Atômica (AIEA) anunciou nesta segunda-feira que seis meses depois do desastre nuclear de Fukushima os reatores afetados estão "basicamente estáveis" e considerou que a expansão do uso da energia atômica irá diminuir nos próximos 20 anos.

 

Até agora, a AIEA havia dito que uma "situação muito séria" tinha ocorrido na usina de Fukushima Daiichi por conta do terremoto e do tsunami de 11 de março no Japão.

 

Em discurso ao conselho de governadores da agência nuclear da ONU, Amano afirmou que a empresa operadora da usina (Tepco) e as autoridades japonesas "trabalharam arduamente durante meses para retomar o pleno controle da situação e fizeram um enorme progresso nos últimos seis meses".

 

Quatro dos seis reatores da usina estiveram fora de controle durante meses e sofreram danos, incluindo a fundição parcial do núcleo dos reatores.

 

Amano indicou que após o acidente de Fukushima, a AIEA avaliou que em 2030 o número de novos reatores nucleares no mundo terá crescido entre 90 e 350 unidades.

 

"Isto representa um contínuo e significativo crescimento do uso da energia nuclear, embora mais lento do que o estimado em nossas antigas projeções", avaliou o diretor-geral.

 

Atualmente existem 432 reatores nucleares operando e, levando em conta que alguns países, como a Alemanha, já anunciaram o fim do uso da energia nuclear, o mundo poderia abrigar cerca de 600 reatores atômicos em 2030.

 

A expansão será principalmente nos países que já dispõem de energia nuclear, a exemplo dos estados emergentes, como China e a Índia, que não mudaram seus planos depois do acidente de Fukushima.

 

Segundo Amano, a diminuição da produção desta fonte energética se justifica pela decisão da Alemanha, pela revisão no Japão de parte dos planos de expansão, assim como os atrasos temporários em ampliações em outros países.

 

No entanto, o interesse continua sendo forte "nos países que consideram introduzir a energia nuclear, apesar de Fukushima", afirmou o responsável máximo da AIEA.

 

"A maioria destes países continua com seus planos para implantar a energia nuclear em seu programa energético, embora alguns poucos tenham cancelado ou revisado seus projetos, enquanto outros adotaram uma postura de expectativa", concluiu Amano.

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