AIEA desconsidera comparação de Fukushima a Chernobyl

Quantidade de radiação que vazou no desastre ucraniano é bem maior que a registrada no Japão

Reuters e Agência Estado,

12 de abril de 2011 | 13h51

VIENA - A decisão do Japão de elevar ao nível máximo a gravidade do acidente nuclear de Fukushima não significa que o caso seja comparável ao desastre de Chernobyl em 1986, na Ucrânia, disse nesta terça-feira, 12, uma autoridade da agência de energia atômica da Organização das Nações Unidas (ONU).

 

Veja também:

especial Saiba mais sobre os efeitos da radiação no corpo humano

especial Infográfico: Entenda o terremoto maiores tragédias dos últimos 50 anos

especial Especial: A crise nuclear japonesa

blog Arquivo Estado: Terremoto devastou Kobe em 1995

"Esse é um acidente totalmente diferente", disse o funcionário da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) Denis Flory em entrevista coletiva. Ele informou que a quantidade de radiação que vazou de Chernobyl era muito maior.

 

Apesar disso, as autoridades da AIEA disseram que a decisão do Japão de esperar até agora para elevar o nível do acidente em Fukushima não significa que as autoridades têm diminuindo a importância do desastre. Ao mesmo tempo, insistem que os vazamentos de radiação na área da usina estão diminuindo.

 

Flory disse que a medida de elevar a gravidade do nível 5 para o 7 foi tomada depois do Japão ter avaliado o total de radiação até o momento. Ele disse que o valor - 370 mil terabecquerels - é cerca de 7% do total liberado pelo acidente de Chernobyl. "Eles não esperaram a escala (mudar) para tomar todas as medidas (contra o vazamento)", comentou o representante da AIEA. As informações são da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.