AIEA encontra vestígios de urânio enriquecido no Egito

Inspetores da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) encontraram vestígios de urânio altamente enriquecido no Egito, segundo relatório obtido com exclusividade pela Associated Press. O urânio altamente enriquecido pode ser usado para carregar ogivas nucleares. No entanto, segundo o documento, não foram encontrados indícios de que as partículas tivessem alguma conexão com esforços bélicos. A AIEA é subordinada à Organização das Nações Unidas (ONU).

AE-AP, Agencia Estado

06 de maio de 2009 | 18h46

O Irã, país que enriquece urânio em porcentagem mais baixa, para uso como combustível nuclear, é alvo de sanções do Conselho de Segurança (CS) da ONU por causa de suspeitas de que o país poderia ter a intenção de desenvolver um programa bélico. O relatório de circulação restrita da AIEA, com data de 5 de maio, diz que os inspetores detectaram as partículas nos anos passado e retrasado em Inshas, ao norte do Cairo, onde o Egito mantém dois pequenos reatores.

Não está claro o motivo pelo qual a descoberta veio à tona agora. Marc Vidriocaire, porta-voz da AIEA, disse que a entidade não comentará o assunto. O trecho do documento que trata do episódio informa que o governo egípcio acredita que a substância tenha entrado no país em contêineres de radioisótopos, mas destaca que a AIEA continua a investigar o caso porque a fonte das partículas não foi identificada. O urânio enriquecido, seja em alta ou baixa porcentagem, pode ser usado na produção de radioisótopos, que têm aplicações científicas e medicinais.

Tudo o que sabemos sobre:
programa nuclearEgitoAIEA

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.