AIEA inicia inspeção em usina japonesa atingida por terremoto

Delegação vai examinar até quinta estado da usina de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo em capacidade

Efe,

06 de agosto de 2007 | 01h01

A delegação da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) que vai estudar os danos na usina nuclear atingida por um forte terremoto em julho começou nesta segunda-feira, 6, seus trabalhos de campo, informou a agência Kyodo. O diretor da divisão de Segurança em Instalações Nucleares da AIEA, Philippe Jamet, que encabeça a equipe de inspetores, assegurou no acesso às instalações que o objetivo desta primeira visita à usina nuclear é conseguir uma "aproximação geral do local e do que aconteceu" por causa do tremor. "Considero muito positivo que a AIEA possa vir aqui, porque temos muitas lições a aprender", acrescentou. A delegação, composta por seis pessoas, examinará a partir desta segunda-feira até quinta-feira o estado da usina nuclear de Kashiwazaki-Kariwa, a maior do mundo por capacidade de produção. Na sexta-feira, os inspetores devem se reunir com a Agência de Segurança Nuclear e Industrial do Japão para informar sobre os avanços de sua investigação. A central, que foi sacudida por um terremoto de 6,8 graus na escala Richter, em 16 de julho, permanece fora de operação e ainda não se sabe quando poderá voltar a entrar em funcionamento. A companhia elétrica Tokyo Electric Power (TEPCO), a empresa proprietária da usina, informou que o terremoto tinha provocado uma fuga de 1,2 metro cúbico de água radioativa ao Mar do Japão (Mar do Leste) e um escape de gás com partículas radioativas através da chaminé principal de um dos reatores. No total, a companhia elétrica reconheceu 63 falhas de funcionamento na central. No entanto, a empresa afirmou que os quatro reatores nucleares que estavam em funcionamento no momento do terremoto se desligaram automaticamente e se mantiveram em condições estáveis.

Tudo o que sabemos sobre:
inspeção em usinaJapãoAIEA

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.