AIEA:EUA criticam pedido de análise de risco sobre Síria

Os EUA e a Rússia encontraram em conflito em um encontro da Agência Internacional de Energia Atômica da ONU nesta segunda-feira. Os representantes dos dois países discutiram sobre o pedido de Moscou à agência por uma investigação sobre o risco que os ataques aéreos dos EUA poderiam criar caso atingissem um reator nuclear na Síria.

AE, Agência Estado

09 Setembro 2013 | 11h09

O embaixador dos EUA na AIEA, Joseph Macmanus, disse em um encontro privado da agência em Viena que avançar com o pedido da Rússia, feito na semana passada, não era o trabalho da AIEA.

Joseph Macmanus afirmou que "pedidos por abrangentes análises de risco de cenários hipotéticos estão além da autoridade legal da AIEA", segundo um texto de seu discurso visto pela AFP. "A AIEA nunca conduziu este tipo de análise. Isso excederia o mandato da AIEA, tem implicações de amplo alcance que excedem as capacidades e a autoridade da AIEA".

Ainda que sem citar a Síria, ele afirmou que a agência "deverá analisar tal pedido sob a luz das autoridades legais, do mandato e dos recursos, e precisa determinar se há base cientifica para conduzir uma investigação altamente especulativa deste tipo".

Na semana passada, a Rússia alertou que ataques dos EUA poderiam ter consequências "catastróficas" se o reator fosse atingido. O país também pediu que a AIEA conduzisse uma análise de risco.

Yukiya Amano disse nesta segunda-feira que a agência estava "considerando o pedido" e que a AIEA precisa examinar a quantidade de aspectos legais, técnicos e políticos antes de tomar uma decisão. O chefe da agência disse a repórteres que este é "um tema complicado".

Contudo, segundo Amano, o reator contem cerca de um quilo de urânio altamente enriquecido, uma quantidade considerada "não muito grande". Ele se negou a comentar sobre as possíveis implicações do ataque militar. Amano acrescentou que as reações iniciais dos Estados-membros da AIEA ao pedido da Rússia foram "divididas". Fonte: Dow Jones Newswires.

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