Ainda é tempo para uma intervenção militar na Líbia, diz Otan

Conselho de Segurança da ONU discute intervenção contra forças de Kadafi para salvar rebeldes

estadão.com.br,

17 de março de 2011 | 11h26

O secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), o dinamarquês Anders Fogh Rasmussen, disse nesta quinta-feira, 17, que ainda há tempo para uma intervenção na Líbia. A ação, no entanto, ainda depende do aval do Conselho de Segurança a ONU. O órgão deve votar ainda hoje uma resolução que prevê ataques aéreos contra as forças do ditador Muamar Kadafi.

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"O tempo está se esgotando rapidamente, mas acredito que ainda não seja tarde demais. Vai depender do Conselho de Segurança", disse Rasmussen. "Acredito que a comunidade internacional e as Nações Unidas ficaram firmemente ao lado do povo líbio, se seu regime enfraquecido continuar a atacar seu povo".

As forças de Kadafi estão próximas de Benghazi e prometem um 'ataque final' contra a capital rebelde. O filho do ditador, Said al-Islam, disse ontem que 'já não haveria tempo' para uma intervenção e que a situação se resolveria em '48 horas'.

Decisão na ONU

Ontem, a embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Susan Rice, sinalizou que Washington já trabalha com medidas mais severas que uma zona de exclusão aérea contra as forças de Kadafi.

"Precisamos nos preparar para passos que incluem - mas que devem ir além - de uma zona de exclusão aérea, devido à evolução da situação no local. Esta medida tem limitações na proteção de civis sob risco imediato", disse Rice. Os EUA já defendem o bombardeio de arsenal de Kadafi.

Na última semana, forças de Kadafi lançaram uma violenta contraofensiva para tomar território dominado pelo Exército rebelde líbio. Depois de controlar quase todo o leste do país e algumas cidades importantes no oeste, a dissidência recuou e atualmente domina apenas a área compreendida entre Benghazi e Tobruk, além de Misrata, no oeste.

O Conselho de Segurança da ONU discute desde quinta-feira uma resolução sobre a Líbia. EUA, Reino Unido, França e Alemanha já defendem uma intervenção mais severa. China e Rússia - dois dos países com direito a veto - precisam concordar com a medida.  "Espero que haja progresso nesta quinta", disse o embaixador chinês na ONU, Li Baodong.

Com AP e Reuters

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