Wang Zhao/AFP Photo
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Air China suspende voos entre Pequim e Pyongyang

Suspensão ocorre logo após a visita de um enviado especial chinês a Pyongyang e coincide com a decisão dos EUA de colocar a Coreia do Norte de volta na lista de patrocinadores do terrorismo

O Estado de S.Paulo

22 Novembro 2017 | 04h14

PEQUIM - A companhia aérea Air China suspendeu, indefinidamente, voos entre Pequim e Pyongyang, citando uma demanda fraca, uma vez que a Coreia do Norte enfrenta sanções crescentes dos Estados Unidos em relação às armas nucleares e programas de mísseis.

Um funcionário da agência de imprensa em Pequim, que só deu seu sobrenome como Ding, disse à Reuters nesta quarta-feira, 22, que os voos foram suspensos porque "o negócio não era bom". Ele se recusou a comentar sobre quando os voos voltariam ao normal.

A suspensão ocorre logo após a visita de um enviado especial chinês a Pyongyang e coincide com a decisão dos EUA de colocar a Coreia do Norte na lista de patrocinadores do terrorismo.

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Os voos da Air China para Pyongyang, que tradicionalmente operavam na segundas, quartas e sextas-feiras, começaram em 2008, mas foram frequentemente cancelados devido a problemas não especificados, diziam a mídia estatal.

No ano passado, a Air China interrompeu os voos sazonalmente para o inverno, mas retomou em março. Até agora, a companhia não está vendendo bilhetes para voos de 2018, de acordo com Rotas Online.

Um membro da equipe no escritório de Pyongyang que não quis se identificar disse que a Air China pode retomar os voos sempre que houver demanda suficiente. Ainda segundo a fonte, o escritório funcionará normalmente, mesmo que não haja voos programados entre as duas cidades. A empresa tinha cancelado alguns voos em abril, mas depois disse que aumentaria o número em maio.

Os Estados Unidos têm pedido para que a China pressione mais a Coreia do Norte a fim de parar o que os EUA consideram como um desafio beligerante às resoluções das Nações Unidas.

O Ministério das Relações Exteriores da China disse nesta terça-feira, 21, que esperava que todas as partes pudessem contribuir para resolver a questão da península coreana de forma pacífica. O departamento disse que não estava ciente da situação da Air China e acrescentou que as companhias aéreas tomam suas decisões com base nas necessidades do mercado. /Reuters

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