Joseph Okanga/Reuters
Joseph Okanga/Reuters

Air France abre processo por bomba falsa em aeronave e interroga casal suspeito

Especialistas confirmaram que o objeto era feito de papelão e que ‘não era capaz de provocar uma explosão ou danificar o avião’

O Estado de S. Paulo

21 de dezembro de 2015 | 11h24

PARIS - A companhia aérea Air France anunciou nesta segunda-feira, 21, que entrou com um processo em razão da falsa ameaça de bomba que obrigou um de seus aviões a efetuar uma aterrissagem de emergência no Quênia no domingo.

Um porta-voz da companhia disse que o processo por "colocar em perigo a vida" de outras pessoas foi iniciado no Tribunal de Grande Instância de Bobigny, aos arredores de Paris, mas sem especificar o suposto culpado.

A bomba suspeita foi encontrada em um dos banheiros da aeronave, que voava das Ilhas Maurício com destino a Paris com 473 pessoas a bordo.

O presidente da companhia aérea, Frédéric Gagey, afirmou em entrevista coletiva na capital francesa que o suposto explosivo foi descoberto por um passageiro em um pequeno armário situado atrás de um espelho.

Após a análise de especialistas, foi confirmado que o objeto era feito de papelão e que, embora tivesse a aparência de uma bomba, "não era capaz de provocar uma explosão ou danificar o avião".

Uma fonte interna na Air France havia indicado que o objeto era composto por dois relógios digitais transparentes com dois horários diferentes, um fio preto ligado a uma antena e quatro caixas de papelão retangulares atadas com adesivos e clipes de metal.

A aeronave precisou desviar do percurso original e aterrissar no aeroporto da cidade de Mombaça, no Quênia. Os passageiros foram registrados e evacuados de forma segura a hotéis próximos, enquanto a suposta bomba era examinada fora do aeroporto.

Gagey afirmou que o objeto foi escondido durante o voo e classificou a ação como "comportamento estúpido", "extremamente agressivo" contra a companhia aérea e "piada de mau gosto".

Um casal foi interrogado pela polícia após a chegada dos passageiros ao aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, de acordo com a emissora Europe 1.

A mulher foi liberada pouco depois de prestar depoimento, enquanto o homem, que as autoridades acreditam ter sido policial na Ilha Reunião, foi detido. /EFE e AFP

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