'Ajuda brasileira será bem-vinda'

Quem quiser ajudar a mediar a crise na Síria é bem-vindo na conferência marcada para o mês que vem na Suíça - e isso inclui o Brasil. O recado foi passado ontem por Laurent Fabius, chanceler da França, que está ajudando a organizar a cúpula de Genebra II, juntamente com americanos, russos, países do mundo árabe e outros integrantes do bloco europeu. Fabius esteve ontem em São Paulo, acompanhando o presidente François Hollande. A seguir, a entrevista ao Estado.

Entrevista com

ROBERTO SIMON, O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2013 | 02h06

O Brasil pode contribuir com a conferência que será realizada em Genebra sobre a crise síria?

Se o Brasil desejar, claro que sim. O objetivo do encontro em Genebra é chegar a uma solução para as grandes causas da crise na Síria. O convite aos países será feito em breve e todos aqueles que puderem ajudar serão muito bem-vindos.

Ontem a ONU confirmou cinco ataques químicos na Síria. Isso muda a situação?

O relatório apresentado reflete exatamente o que estamos falando desde o início, quando vieram à tona as evidências dos ataques. Trata-se de uma confirmação da posição francesa sobre o uso de armas químicas na Síria.

Como anda o esforço para destruir o arsenal químico sírio?

É um processo que está em curso. Houve uma identificação completa dos locais envolvidos no programa de armas químicas e agora a questão é como destruir esse armamento. Procuramos um país que se disponha a fazer esse trabalho, mas isso não é algo fácil. Está em debate também uma ideia de destruir pelo menos uma parte das armas químicas no mar, embora as coisas não tenham avançado significativamente.

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