Mauricio Dueñas Castañeda/EFE
Mauricio Dueñas Castañeda/EFE

Ajuda de empresas americanas à Venezuela preocupa governo Trump

No mês passado, o governo venezuelano vendeu US$ 2,8 bi em títulos da PDVSA ao Goldman Sachs com um desconto de até 69% ; oposição venezuelana criticou a operação e publicou uma carta endereçada ao CEO do banco, Lloyd Blankfein

O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2017 | 14h02

WASHINGTON - A compra de títulos da dívida da estatal venezuelana do petróleo PDVSA pelo banco americano Goldman Sachs preocupou a Casa Branca. Assessores do presidente Donald Trump disseram no domingo, 4, à agência Reuters que estão preocupados que empresas americanas deem salvaguardas financeiras ao governo chavista, em um momento em que Washington estuda sanções que envolvam até o setor petrolífero venezuelano.

No mês passado, o governo a Venezuela vendeu US$ 2,8 bi em títulos da PDVSA ao Goldman Sachs com um desconto de até 69%. A oposição venezuelana criticou a operação e publicou uma carta endereçada ao CEO do banco, Lloyd Blankfein, acusando-o de financiar um governo repressor.

"Estamos preocupados com qualquer coisa que dê sobrevida ao status quo", disse uma fonte da Casa Branca à Reuters. "Preferiríamos que não o fizessem."

Uma segunda fonte do governo americano disse à agência que empresas americanas com negócios na Venezuela deveriam "usar padrões morais para pensar no que estão fazendo". 

O principal democrata na Comissão de Relações Exteriores, Eliot Engel, pediu que o presidente Trump condene a decisão do Goldman Sachs. Vários membros do gabinete do presidente republicano já trabalharam no banco.

"Esse dinheiro permite que Maduro e seus assessores abusem dos direitos humanos de cidadãos venezuelanos e bloqueiem seu acesso a comida e remédios", afirmou o deputado. 

A Venezuela atravessa uma grave crise política e econômica desde a posse de Maduro, em 2013, quando as reservas em moeda forte do país começaram a rarear. Com o câmbio controlado e com a maioria dos bens de consumo importados, o país entrou numa espiral de escassez e inflação, agravada pela crise do petróleo. / REUTERS 

 

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