Ajuda humanitária ao Iraque deve atrasar

As autoridades britânicas foram forçadas nesta quinta-feira a adiar o inicio de uma operação de ajuda humanitária após a descoberta de minas no canal no porto de Umm Qasr.O marechal Brian Burridge, comandante das forças britânicas no Golfo Pérsico, disse que as minas foram descobertas e detonadas nesta quarta-feira por mergulhadores com ajuda de golfinhos treinados para esta função.Burridge disse que será necessário continuar a revisão do canal antes que as embarcações possam chegar a Umm Qasr com milhares de toneladas de suprimentos para os civis do sul do Iraque.O Sir Galahad, navio britânico carregado com toneladas de alimentos, não poderá chegar ao porto até esta sexta-feira, disse o capitão Roger Robinson-Brown.Um primeira entrega de alimentos e água chegou à região nesta quarta-feira por terra vindo do Kuwait. Multidões rodearam os caminhões britânicos que chegaram com água. ?Por favor, necessitamos de água?, disse um homem a um dos militares britânicos.Em Safwan, um povoado próximo a Basra, um comboio de cinco caminhões, com 45 mil caixas de alimentos foi cercado por iraquianos, a maioria jovens sujos e descalços, que disputaram cada caixa de comida logo o caminhão foi aberto.O desespero e desordem deixaram claro a urgência e a magnitude da operação quando se tentará atender as populações de Bagdá e Basra, as duas maiores cidade do país com mais de seis milhões de habitantes juntas.Na fronteira sul da Jordânia, milhares de toneladas de grãos esperam para ser enviados no que se promete ser a maior operação humanitária da história. ?Podemos por em ação em 48 horas´´, disse na Jordânia Jaled Mansur, um funcionário de as operações de socorro da ONU, que tem planos para ingressar com grandes quantidades de ajuda alimentícias no Iraque.As agências de ajuda advertem, desde a primeira guerra do Golfo, sobre uma crise humanitária no Iraque, onde 12 anos de sanções econômicas deixaram 60% dos 22 milhões de habitantes dependentes dos programas de ajuda administrados pela ONU. Veja o especial :

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