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Ajuda humanitária enviada à Somália sofre desvios, diz ONU

Cartéis e militantes islâmicos tomam conta de alimentos e os vendem ilegalmente, de acordo com relatório

Associated Press,

10 de março de 2010 | 09h03

Boa parte dos alimentos enviados à Somália como parte da ajuda humanitária são desviados por políticos corruptos, militantes islâmicos radicais pelos próprios funcionários da ONU no país, revela um comunicado do Conselho de Segurança das Nações Unidas ainda não divulgado, mas cujos dados foram publicados na terça-feira, 9, pelo jornal americano New York Times.

 

Um funcionário da ONU, falando sob condição de anonimato, confirmou que há "um desvio significante" dos alimentos enviados pelo programa especial da entidade para cartéis que os vendem ilegalmente. Segundo o diplomata, o relatório responsabiliza a má distribuição da ajuda pelo problema.

 

Segundo o jornal americano, o documento recomenda o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, a dar início a uma investigação sobre as operações do Programa Mundial de Alimentos (PMA) na Somália. O relatório ainda indica que as autoridades do país africano colabora com os piratas. O porta-voz do PMA, Greg Barrow, disse que a agência não comentará o relatório até que tenha tempo para estudá-lo.

 

O governo da Somália, que conta com a ajuda militar americana, está preparando uma ofensiva contra a insurgência islâmica ligada à Al-Qaeda para retomar a capital Mogadiscio. O documento da ONU, porém, mostra que as forças de segurança "permanecem ineficazes, desorganizadas e corruptas", o que tornará a luta difícil, segundo o diário.

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