'Al-Assad está em uma encruzilhada e deve ouvir o povo', dizem EUA

Washington pressiona presidente sírio; senadores americanos descartam ação do Pentágono

Reuters

29 de março de 2011 | 18h40

WASHINGTON - O governo dos EUA afirmou nesta terça-feira, 29, que o presidente da Síria, Bashar al-Assad, está "em uma encruzilhada" e deve promover reformas políticas. Enquanto isso, os parlamentares americanos disseram ser improvável que o Pentágono se envolva em outro país árabe que vive revoltas populares.

 

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De acordo com Mark Toner, porta-voz do Departamento de Estado, Al-Assad deve atender às demandas de seus cidadãos. Mais de 60 pessoas já morreram durante os protestos na Síria, que ocorrem há quase duas semanas. "Acreditamos que o presidente al-Assad esteja em uma encruzilhada. Ele diz ser um reformista, mas não fez progressos políticos e pedimos que ele escute seu povo", disse o porta-voz.

 

 

Al-Assad governa a Síria desde a morte de seu pai, Hafez al-Assad, em 2002. Nos últimos dias, ele tem enfrentado pressões populares contra seu governo, considerado um dos mais repressivos do Oriente Médio. Nesta terça, ele aceitou a renúncia de seu governo, que praticamente não tem poderes, e anunciou que fará um discurso à população na quarta. Seus opositores querem o fim do regime de sua família.

 

No Parlamento americano, senadores disseram que a situação na Síria é distinta da enfrentada na Líbia, para onde o Pentágono deslocou parte de seu aparato militar devido a uma resolução aprovada pelo Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) que prevê a defesa dos civis sob ataque do ditador Muamar Kadafi.

 

Mitch McConnell, líder republicano na casa, disse que nenhum político falou sobre uma possível intervenção contra Damasco. O democrata John Kerry, por sua vez, afirmou que, pelo menos agora, não é hora de uma incursão por parte do Pentágono. O mesmo disse o republicano John McCain, que, assim como Kerry, apoiou a ação na Líbia.

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