Al Gore tem esperança no 'poder popular'

O ganhador do Prêmio Nobel da Paz Al Goredisse no domingo que está otimista de que o movimento "do poderpopular" irá pressionar os líderes mundiais a tomarem medidaspara deter o aquecimento global. O ex-vice-presidente dos Estados Unidos comparou a campanhaatual ao movimento pelo fim da bomba atômica de décadaspassadas, e conclamou os líderes da conferência climática daONU em Bali, na Indonésia, a assumirem a missão de um tratadoenérgico para a redução de emissão de gases do efeito estufa. Gore, que dividiu o prêmio com o Painel Intergovernamentalde Mudança Climática da ONU (IPCC, na sigla em inglês), poraumentar a consciência sobre a mudança climática e pelosavanços científicos na área, receberá o prêmio na segunda-feiraem Oslo ao lado do presidente do IPCC, Rajendra Pachauri. Oprêmio foi anunciado em outubro. "Tenho uma razão para estar otimista, que é o que vi em meupróprio país, os Estados Unidos da América, e no mundo todo,com o surgimento do primeiro movimento popular do mundo com umabase global", disse. Gore destacou o movimento internacional popular pelo fim doarmamento nuclear, que ajudou a pressionar o presidente RonaldReagan e o líder soviético Mikhail Gorbachev a assinaremacordos de controle de armas nos final dos anos 1980, e disseque a campanha do clima é ainda mais ampla. Gore e Pachauri viajarão de Oslo para Bali, onde governosde todo o mundo estão realizando uma conferência para lançarnegociações de um tratado ambiental que sucederá o protocolo deKyoto, que vai expirar em 2012. "É minha grande esperança que a reunião de Bali vairesultar em um forte mandato que estabelecerá as bases para queo mundo rapidamente realize um tratado significativo", disse. Gore, realizador do documentário ganhador do Oscar "UmaVerdade Inconveniente", sobre a mudança climática, defendeu aredução das emissões do dióxido de carbono, o principal gáscausador do efeito estufa, que está forçando o aquecimentoglobal, segundo os cientistas. "Os motores de nossa grande civilização mundial estãodiariamente despejando (na atmosfera) 70 milhões de toneladasda poluição causadora do aquecimento global. Estamos vendoagora as conseqüências há muito previstas pela comunidadecientífica", disse. "Está claro agora que não podemos continuar este processo",acrescentou.

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