Al-Jazeera transmite vídeo com supostos reféns

Extremistas de um grupo vinculado à rede al-Qaida ameaçaram hoje matar dois reféns norte-americanos e um britânico em 48 horas se não forem libertadas as mulheres detidas nas prisões iraquianas de Abu Ghraib e Umm Qasr, controladas pelos Estados Unidos. A ameaça foi feita em vídeo, transmitido pela emissora árabe Al-Jazeera e em um site de conteúdo extremista islâmico.Os norte-americanos Jack Hensley y Eugene Armstrong, e o britânico Kenneth Bigley são operários de construção e foram capturados na quinta-feira em Bagdá. No vídeo, eles aparecem com os olhos vendados e sentados no chão, mas aparentam estar ilesos. Em um determinado momento do vídeo, o refém Hensley teve um fuzil apontado para sua cabeça.O tenente-coronel Barry Johnson, porta-voz militar dos Estados Unidos em Bagdá, disse que não há mulheres presas nem em Abu Ghraib nem em UmmQasr. "As únicas mulheres detidas são as prisioneiras de alto risco, instladas com uma centena de outros presos de alto risco em um local separado e seguro", disse Johnson.Entretanto, ele não excluiu a possiblidade de que haja mulheres entre os 1.500 detidos em uma prisão iraquiana para réus confessos.Um funcionário do Ministério de Justiça, Nouri Abdul Rajim, disse que uma comissão norte-americana e iraquiana havia revisado o casos de presos e decido libertar todas as mulheres e menores de idade em um prazo de duas semanas.Os seqüestros de estrangeiros fazem parte de uma campanha iniciada há quase um ano e meio pelos rebeldes iraquianos, com o objetivo de obrigar os Estados Unidos e seus aliados a se retirarem do país e de desmoralizar o governo interino do primeiro-ministro Ayad Allawi.

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