Al-Jazira revela novas mensagens cifradas da Al-Qaeda

A cadeia de televisão árabe Al-Jazira transmitiu hoje a segunda parte de um documentário baseado em uma entrevista com dois membros da Al-Qaeda, na qual relatam os preparativos dos atentados contra os Estados Unidos em 11 de setembro de 2001.Trata-se de uma entrevista realizada meses atrás pelo jornalista da Al-Jazira Yosri Fouda com Ramzi Binalshbh, descrito no documentário como o "coordenador" dos ataques, e Khalid Sheik Mohammed, considerado o responsável pelas operações militares da Al-Qaeda.Os rostos dos colaboradores de Osama bin Laden aparecem embaçados e a Al-Jazira difundiu uma versão com legendas em inglês.Entre os novos detalhes apresentados pela rede estão as transcrições de algumas comunicações cifradas com as quais os terroristas se comunicavam entre si via Internet ou telefone.Na entrevista, Binalshibh relata, por exemplo, como Mohammed Atta, considerado o chefe dos 19 terroristas suicidas do 11 de setembro, o chamou por telefone na manhã anterior aos ataques para fazer alguns "acertos".Outro dos terroristas suicidas, Abu Abdul Rahman, se comunicou com Binalshibh via Internet três semanas antes dos ataques, simulando estar enviando um e-mail para sua noiva alemã."O primeiro semestre começa dentro de três semanas. Dois colégios e duas universidades...Este verão será certamente muito quente...19 (o número dos terroristas) registrados para a educação privada e quatro exames (objetivos). Lembranças para o professor", diz o e-mail.O The Sunday Times britânico, em uma matéria antecipada ao documentário da Al-Jazira, informou no último domingo que o plano original da Al-Qaeda previa um ataque contra algumas usinas nucleares nos Estados Unidos.Foi revelado também que o objetivo do quarto avião seqüestrado pelos terroristas, que caiu sobre um campo da Pensilvânia, era o Capitólio, em Washington.Com relação às mensagens cifradas, os objetivo eram representados como universidades: as torres gêmeas eram de Arquitetura, o Capitólio era de Direito e o Pentágono, de Belas Artes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.