Al-Maliki apresenta ao Parlamento seu plano de reconciliação

O primeiro-ministro iraquiano Nouri al-Maliki apresentou hoje perante o Parlamento iraquiano seu plano de reconciliação para tentar convencer os grupos armados do país a abandonarem as armas.Além disso, Al-Maliki anunciou a formação de um "Conselho Nacional Supremo para o diálogo e a reconciliação", encarregado de comandar esse processo, que incluirá líderes políticos, tribais e religiosos, além de professores universitários.O plano inclui uma anistia para os militantes de diversos grupos, "com exceção dos que têm as mãos manchadas de sangue iraquiano, os ´takfiries´ (a ala mais radical dos islamitas) e criminosos sadamistas (simpatizantes e aliados do antigo regime de Saddam Hussein)".Al-Maliki deixou a porta aberta a todos que queiram se unir ao processo político. "Estendemos um ramo de oliveira àqueles que queiram se unir aoprocesso de paz, mas também apresentamos uma lei enérgica contra aqueles que continuem se opondo a este processo (...). Não haverá reconciliação para os criminosos responsáveis pela morte de iraquianos até que recebam seu castigo".O processo também incluirá a abertura de um diálogo com as forças multinacionais para negociar sua retirada gradual do Iraque, embora al-Maliki não tenha mencionado nenhuma data. Além disso, outro comitê se encarregará de "reconstruir" tanto o Exército como a Polícia do país "sobre bases profissionais", em um recado indireto de que não haverá considerações étnicas.Além disso, o plano de Al-Maliki inclui a investigação das prises iraquianas e promessas de respeito aos direitos humanos tanto nas instituições penais administradas por iraquianos como nas gerenciadas pelas forças multinacionais.

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