Al-Qaeda ainda é a maior ameaça global, diz Interpol

Organização diz que companhias aéreas e outros transportes público estão em maior risco

REUTERS

07 de junho de 2011 | 09h15

CINGAPURA - A Al-Qaeda e grupos ligados a ela continuam sendo a maior ameaça à segurança mundial apesar da morte de Osama bin Laden, disse o chefe da Interpol nesta terça-feira, 7. 

 

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Companhias aéreas e outras formas de transporte público estão em maior risco, e uma preocupação é o uso de passaportes falsos por terroristas para viajar sem serem detectados, disse o secretário-geral da Interpol, Ronald Noble, a jornalistas nos bastidores de uma reunião da aviação em Cingapura.

 

"Mesmo antes de Bin Laden ser capturado e morto, a maior ameaça não era apenas a Al-Qaeda, mas grupos terroristas ligados à Al-Qaeda pelo mundo," afirmou. "Eu acho que isso continua sendo a maior ameaça agora, assim como era antes de sua morte."

"O setor de companhias e de transporte aéreo segue sendo o principal alvo dos terroristas, mas podemos perceber através da inteligência que eles também estão focando em transportes de massa. Mas companhias aéreas continuam sendo um alvo especial."

Uma grande preocupação, alertou, é o uso de passaportes roubados ou perdidos e o fato de muitos países não verificarem se os passaportes de passageiros constam em um banco de dados de documentos perdidos.

"Uma em cada duas entradas de passageiros aéreos internacionais não está sendo conferida. Isso é quase meio bilhão por ano que não está sendo verificada", disse Noble.

Segundo ele, agências de segurança conferiram 490 milhões de passaporte em 2010 e identificou 40 mil na lista de documentos roubados ou perdidos. O banco de dados da Interpol, disse Noble, contém detalhes de 16 milhões de passaportes desaparecidos e 12 milhões de documentos de identidade nacionais desaparecidos.

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