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Al-Qaeda assume assassinato de Bhutto, diz agência

À Adnkronos International, líder da organização diz ter acabado com "ativo valioso dos EUA" no Paquistão

Agências internacionais

28 de dezembro de 2007 | 07h07

Um dirigente da Al-Qaeda no Afeganistão, Mustafá Abu al-Yazid, reivindicou a responsabilidade pelo assassinato da ex-primeira-ministra do Paquistão Benazir Bhutto, em nome da organização terrorista, informou a agência de notícias Adnkronos International (AKI). "Acabamos com um ativo muito valioso dos Estados Unidos, que tinha jurado derrubar os mujahedin", disse Yazid, por telefone, à correspondente da agência na cidade paquistanesa de Karachi.   Veja também: Sharif diz que vai boicotar eleições Bush diz que assassinato foi 'ato covarde'   Filha de dinastia, Benazir era figura polêmica Análise: Paquistão em mares desconhecidos Imagens Cronologia: A trajetória de Benazir Vídeo e análise com Roberto Godoy Blog do Guterman: Guerra civil à vista    A notícia da AKI é recebida com cautela no cenário internacional, principalmente porque o atentado não foi assumido da maneira como a organização costuma fazer - divulgando vídeos em sites extremistas. A agência, com sede em Roma, divulga suas informações em árabe, inglês e italiano. O texto acrescenta que o "número dois" da Al-Qaeda, o egípcio Ayman al-Zawahiri, decidiu assassinar Bhutto, em outubro.   Para executar o assassinato, a agência diz que a rede formou "esquadrões da morte". Um deles recrutou um voluntário do já dissolvido grupo extremista Lashkar-i-Jhangvi, da região do Punjab, no leste do Paquistão, que teria sido o responsável pelo assassinato de Bhutto. Em outra notícia, a agência afirma que Zawahiri ordenou o atentado num vídeo de uma hora e meia, divulgado pela internet dia 17 de dezembro.   Segundo a EFE e a Associated Press (AP), o governo paquistanês acusa extremistas ligados à Al-Qaeda pelo assassinato de Bhutto. Islamabad, no entanto, toma a precaução de dizer que não sabe de fato se há vínculos diretos entre o atentado e a organização de Osama bin Laden. "É muito provável que os culpados sejam os mesmos elementos extremistas que têm cometido atentados nos últimos tempos em todo o país", explicou o porta-voz do ministério de Interior paquistanês, Javed Cheema, à AP.   Bhutto foi assassinada, junto com outras 20 pessoas, em um atentado suicida ocorrido em Rawalpindi, depois de a ex-primeira-ministra afirmar que pretendia concorrer a um posto nas próximas eleições legislativas, em 8 de janeiro.   Para os governos paquistanês e norte-americano, a Al Qaeda e os talebãs afegãos, apoiados por tribus paquistanesas, reorganizaram sua força em zonas tribais do Paquistão, junto à fronteira com o Afeganistão. Islamabad combate a estes grupos desde o final de 2001. O país viveu, em 2007, um recorde de atentados, que deixaram mais de 800 mortos.   Paquistão mantém calendário eleitoral   O governo paquistanês decidiu, nesta sexta-feira,  em uma reunião urgente, manter as eleições legislativas previstas para 8 de janeiro, apesar do assassinato de Bhutto. Segundo o ministro de Informação, Nisar Memon, o governo não vai mudar o calendário eleitoral. A decisão foi tomada numa reunião presidida pelo primeiro-ministro Mohammamian Soomro.   "O governo usará todos os meios para acabar com essa conspiração contra o Paquistão", disse Soomro num discurso à nação. O primeiro-ministro pediu aos paquistaneses que mantenham a calma. Para ele, a instabilidade poderia dificultar a investigação e beneficiar os responsáveis pelo ataque.

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