Al-Qaeda assume autoria de atentado duplo no Iraque

43 pessoas morreram em ataques de homens-bomba contra ex-aliados da insurgência

AE-AP, Agência Estado

23 de julho de 2010 | 20h03

A Al-Qaeda no Iraque assumiu nesta sexta-feira, 23, a autoria por um atentado duplo de homens-bomba suicidas contra seus ex-aliados na insurgência, que deixou pelo menos 43 pessoas mortas, e afirmou num comunicado postado hoje na internet que espera que a ação dos suicidas inspire mais pessoas ao "martírio".    

 

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A habilidade da Al-Qaeda em operar no Iraque tem sido limitada nos últimos dois anos por causa da melhora da segurança no país, mas atentados como o de 18 de julho mostraram que a organização terrorista ainda possui capacidade de agressão.

Em outro revés na luta contra a organização, funcionários iraquianos revelaram ontem que quatro integrantes do grupo fugiram de uma prisão, cujo controle os norte-americanos passaram aos iraquianos uma semana antes do ataque.

No comunicado postado na internet, a Al-Qaeda avisa que o atentado do dia 18 foi parte de uma campanha contra seus aliados "vira-casacas". Um dos homens-bomba suicidas, diz o comunicado, se explodiu em meio aos combatentes sunitas quando eles "correram para receber as migalhas pelas quais venderam sua religião".

Os combatentes, no dia 18, esperavam em fila num posto militar, em Bagdá, para receber os cheques do governo, quando o homem-bomba se explodiu. Quarenta pessoas morreram na ocasião. A Al-Qaeda afirma que o outro agressor é um dos seus "leões", que se explodiu no quartel da milícia (pró-americana) Conselho do Despertar, na cidade de Qaim, um ex-reduto de insurgentes perto da Síria. Pelo menos três pessoas foram mortas e seis feridas no atentado.

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