Al-Qaeda assume morte de xeque

Grupo ligado à rede terrorista reivindica autoria do assassinato de aliado dos EUA em Anbar

Ap e Reuters, O Estadao de S.Paulo

07 de setembro de 2015 | 00h00

Um grupo ligado à Al-Qaeda no Iraque assumiu ontem a responsabilidade pelo atentado que matou, na véspera, o líder tribal sunita Abdul Sattar Abu Risha, na Província de Anbar. Um dos principais aliados dos EUA no combate ao extremismo sunita, Risha havia se encontrado dez dias antes com o presidente George W. Bush, que elogiou sua coragem. "Deus permitiu que nossos irmãos perseguissem e assassinassem o imã infiel e apóstata", dizia um comunicado do grupo Estado Islâmico do Iraque, divulgado num site islâmico radical.A nota descreve o assassinato como "uma operação heróica e abençoada no começo do mês de conquistas e vitórias", em referência ao Ramadã, mês sagrado dos muçulmanos, que começou na quarta-feira para os sunitas. O objetivo do ataque era impor uma "derrota aos cruzados e à nova estratégia de Bush".A morte de Risha foi um golpe na política de Bush, que havia qualificado Anbar como um exemplo de estabilização, após ser considerada uma das regiões mais perigosas do país. O assassinato também pode desestimular outros xeques a seguir o exemplo de Risha e aliarem-se às forças americanas. Uma de suas tarefas era a de dissuadir jovens sunitas a entrarem para a Al-Qaeda e convencê-los a integrar a polícia local.Em Ramadi, capital de Anbar, cerca de 1.500 pessoas protestaram contra o assassinato de Risha durante seu enterro e pediram vingança.Veículos das forças iraquianas e americanas protegiam o carro que levava o corpo do xeque até o cemitério. O enterro ocorreu um ano após Risha organizar uma aliança para barrar a influência da Al-Qaeda na região.

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