Al-Qaeda assume responsabilidade por ataque que matou dez no Iraque

Explosões da semana passada aconteceram na cidade de Ramadi, no oeste do país

Agência Estado

06 de junho de 2011 | 17h22

BAGDÁ - O grupo Estado Islâmico do Iraque, ligado à Al-Qaeda, assumiu a responsabilidade por uma série de explosões na cidade de Ramadi, no oeste do país, que matou dez pessoas na semana passada, informou nesta segunda-feira, 6, o serviço de monitoração norte-americano SITE.

 

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As explosões de 2 de junho também feriram 15 pessoas perto dos escritórios do governo provincial em Ramadi, capital da província de Anbar, antigo bastião insurgente. De acordo com o SITE, o Estado Islâmico do Iraque assumiu os ataques a bomba em comunicado postado num fórum islamita no sábado.

 

Primeiro, os insurgentes explodiram uma bomba colocada à margem de uma estrada, seguida pela explosão provocada por um suicida e depois a detonação de um carro-bomba. Uma quarta explosão, de um carro dirigido por um atacante suicida, teve como alvo o principal hospital de Ramadi.

 

A cidade tem sido frequentemente atacada nos últimos meses. Em 17 de janeiro, um suicida explodiu um carro cheio de explosivos perto de um comboio que levava o governador de Anbar, Qassim Mohammed Abid, ferindo três guarda-costas e seis policiais, mas Abid saiu ileso. Os escritórios provinciais de Anbar em Ramadi foram atacados três vezes em 2010. Em 30 dezembro de 2009, Abid perdeu sua mão esquerda num ataque suicida que matou 23 pessoas e feriu 30.

 

A província era uma importante base insurgente nos anos posteriores à invasão norte-americana de 2003, mas desde 2006 as tribos locais se alinharam aos militares dos Estados Unidos e a violência diária caiu drasticamente. As informações são da Dow Jones.

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