Athar Hussain/Reuters/Arquivo
Athar Hussain/Reuters/Arquivo

Al-Qaeda diz que capturou americano no Paquistão

Líder da rede pede a libertação de prisioneiros e o fim de ataques a países islâmicos em troca de refém

ISLAMABAD, O Estado de S.Paulo

02 de dezembro de 2011 | 03h02

ISLAMABAD - A rede Al-Qaeda assumiu ontem a responsabilidade pelo sequestro do americano Warren Weinstein, funcionário de um grupo humanitário no Paquistão e exigiu a libertação de prisioneiros em Guantánamo, e em outros presídios, e o fim dos bombardeios a países muçulmanos - como Afeganistão, Paquistão, Somália e Iêmen - em troca de sua libertação.

O líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, disse em um vídeo divulgado por sites islâmicos, que um importante membro da rede no Paquistão, conhecido como Attiyatullah, foi morto em um ataque aéreo dos EUA em agosto.

"Tal como os americanos detêm a todos que suspeitam estar ligados à Al-Qaeda ou ao Taleban, até mesmo remotamente, nós detivemos esse homem que tem estado profundamente vinculado à ajuda dos EUA ao Paquistão desde os anos 70", disse Zawahiri, na gravação de 31 minutos.

Segundo o grupo SITE, que monitora mensagens extremistas e páginas islâmicas, Zawahiri dirigiu-se diretamente à família do refém de 70 anos, dizendo-lhes que o presidente americano, Barack Obama, tinha o poder de obter a liberdade dele, mas se "esquiva" de sua responsabilidade.

"Possivelmente ele lhes dirá: 'estive trabalhando pela libertação de seu parente, mas a Al-Qaeda rejeitou soltá-lo'. Não acreditem nisso", afirmou Zawahiri.

Weinstein, representante no Paquistão da consultora J.E. Austin Associados, que tem um contrato com a Agência Americana para o Desenvolvimento Internacional (Usaid), foi sequestrado por homens armados em sua casa na cidade de Lahore, leste do Paquistão, em 13 de agosto. Ele falava urdu e estava trabalhando em um projeto nas áreas tribais no noroeste do Paquistão, onde há anos tropas paquistanesas vêm combatendo insurgentes islâmicos.

Segundo a empresa, Weinstein, que mora em Rockville, Maryland, não tem uma saúde muito boa e sofre de problemas cardíacos. Ela divulgou uma lista de medicamentos e implorou aos sequestrados que os forneçam ao refém americano. / REUTERS e AP

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