Al-Qaeda diz que continuará jihad contra EUA e Israel

Em mensagem, rede terrorista afirma apoiar revoluções contra 'corruptos que torturam nossa nação'

Efe

16 de junho de 2011 | 09h36

CAIRO - A rede terrorista Al-Qaeda, que nomeou Ayman al Zawahiri como seu novo líder, informou que continuará sua luta contra "os agressores dos lares do islã, liderados pelos Estados Unidos e seu enteado Israel", segundo um comunicado divulgado nesta quinta-feira, 16.

 

A nota, publicada em vários sites islâmicos e que anuncia a nomeação de Zawahiri, lembra os conceitos principais do grupo, entre eles a defesa do islã em qualquer país.

 

A organização confirmou, além disso, seu apoio às recentes revoltas no mundo árabe.

 

"Apoiamos e damos respaldo a intifada de nossos povos muçulmanos oprimidos que se levantaram contra os corruptos que torturaram nossa nação em Egito, Tunísia, Líbia, Iêmen, Síria e Marrocos", diz a organização.

 

"Pedimos aos demais povos muçulmanos que continuem a luta até que desapareçam todos os regimes corruptos impostos pelo Ocidente", acrescentou.

 

A Al-Qaeda insistiu ainda que "a mudança não será obtida até que a nação muçulmana se livre de todas as formas de ocupação, hegemonia e controle militar, econômico, cultural e judicial impostas pelo Ocidente". Além disso, ofereceu colaboração a outras organizações radicais na luta contra o que denomina como "regimes corruptos".

 

A direção da Al-Qaeda permanecia sem um líder desde o dia 1º de maio deste ano, quando o até então dirigente máximo Osama bin Laden morreu em uma operação militar realizada no Paquistão por um grupo de soldados americanos.

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