Al-Qaeda e Hezbollah chegam a acordo, diz Washington Post

Os terroristas da Al-Qaeda e o grupo fundamentalista Hezbollah chegaram a um acordo de cooperação sobre apoio logístico e adestramento de seus militantes com vistas a novos ataques. Foi o que afirmou o jornal Washington Post citando fontes dos serviços de inteligência americanos e europeus, segundo os quais a cooperação inclui sobretudo a estrutura de médio e baixo nível das duas organizações, que durante anos operaram como rivais. A aliança entre o Hezbollah e o grupo de Osama bin Laden implica no adestramento sobre a manipulação de explosivos, lavagem de dinheiro, contrabando de armas e falsificação de documentos, disseram a fontes de inteligência. Por sua vez, o jornal árabe al-Hayat informou que o saudita Zuher Hilal Al-Thabti, um dos supostos membros da rede terrorista Al-Qaeda preso no Marrocos, admitiu ter sido encarregado por um colaborador muito próximo de Bin Laden de investigar a frota da Otan na região de Gibraltar. Segundo o al-Hayat, ao ser interrogado na prisão, Al-Thabti revelou que recebeu do "mulá Ahmed Bilal" a missão de fornecer-lhe informações "sobre os movimentos da frota da Otan na zona de Gibraltar". O prisioneiro também afirmou ter recebido do mulá Bilal "a quantia de US$ 2 mil para os gastos da viagem ao Marrocos". Al-Thabti indicou que sua missão não era de caráter "militar", apesar de ter passado seis meses em dois campos de treinamento em Cabul e em Kandahar, o principal reduto dos talebans afegãos. O jornal lembrou que Al-Thabti iniciou, na sexta-feira, uma greve de fome contra as condições do cárcere e em protesto à detenção de sua esposa na mesma prisão de Casablanca.

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