Al-Qaeda e Taleban se reagrupam, diz militar dos EUA

O comandante da Operação Anaconda advertiu, nesta quarta-feira, que combatentes do Taleban e da Al-Qaeda estão tentando reorganizar suas forças na província oriental de Paktia, chamando-os de "inimigos adaptáveis" que recebem novos fluxos de dinheiro e apoio entre a população local.Dados de inteligência mostram que combatentes bem supridos já estão a caminho de se reagruparem, disse o major-general Frank Hagenbeck, apenas dois dias depois da conclusão da maior ofensiva dos EUA na guerra do Afeganistão. Ele previu um aumento de atividades com a melhoria do tempo."Posso dizer a vocês que existem cérebros da Al-Qaeda neste momento em Paktia que vão fazer de tudo para tentar se reagrupar ou se reconstituir", afirmou Hagenbeck numa entrevista na base aérea de Bagram. "Eles também estão gastando um monte de dinheiro para se reagrupar".Ele negou-se a dar detalhes sobre quais medidas os integrantes da Al-Qaeda estavam tomando. Mas disse que se trata de uma organização rica, que pode contar com o apoio tradicional de pessoas na província oriental de Paktia, na fronteira com o Paquistão. "Eles são um inimigo muito adaptável", considerou.A apenas 60 quilômetros a leste do principal campo de batalha na Operação Anaconda, combatentes dispararam metralhadoras, lança-granadas e morteiros contra tropas dos EUA e afegãs na noite de terça-feira, provocando um tiroteio nas proximidades da volátil cidade de Khost. Um soldado americano foi ferido num braço.Ao mesmo tempo, três combatentes afegãos aliados aos EUA foram mortos num ataque a um posto de checagem nas proximidades do aeroporto de Khost, disseram oficiais afegãos.Tropas dos EUA e seus aliados afegãos pediram apoio aéreo de um AC-130 e um bombardeiro B-1, que iluminaram a área com fogos de sinalização. No Pentágono, o general de brigada John Rosa disse que os AC-130 alvejaram uma antiga prisão que era fonte de disparos. Forças terrestres vasculharam a área depois do incidente e encontraram cartuchos vazios e rastros de sangue, mas não foram achados corpos."Parece que eles querem perturbar nossas tropas, ou infligir rápidas baixas, em vez de promover ataques mais sustentados", afirmou o general. "Esperamos ver mais disso. Sabíamos que ao quebrar esses contingentes em bolsões poderíamos esperar isso".Há meses a tensão é grande em Khost, localizada nas proximidades da fronteira com o Paquistão e ao longo de uma potencial rota de escape de combatentes para o Paquistão. Forças especiais americanas, que operam há algum tempo na cidade, foram atacadas a tiros no aeroporto de Khost no início da Operação Anaconda, mas não houve vítimas.Um contingente de mais de 1.700 soldados britânicos chegará ao aeroporto de Bagram nos próximos dias para colaborar na luta contra forças da Al-Qaeda. Hagenbeck disse que os soldados britânicos darão novas opções à coalizão antiterrorista."Eles nos permitirão conduzir mais missões simultâneas, porque teremos mais tropas aqui", avaliou.Leia o especial

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