Al-Qaeda estaria preparando novos ataques

Embora ferida e debilitada após os ataques norte-americanos ao Afeganistão, a Al-Qaeda, a rede terrorista de Osama bin Laden, está tão viva como seu líder e novamente pronta para atacar o Ocidente. A mensagem - que, se for verdadeira, demonstra pelo menos os erros parciais da campanha militar promovida pelos EUA contra o Afeganistão e o regime taleban que dava refúgio a Bin Laden - encontra-se em uma carta que chegou na segunda-feira ao jornal árabe internacional al-Hayat, e o conteúdo foi publicado nesta terça-feira.Na carta, um novo grupo autodenominado Quaidat al-Jihad ("A base da Guerra Santa"), do qual até agora não se conhecem relações com a Al-Qaeda, afirma que Bin Laden "está em lugar seguro, está bem, em boa companhia e se preparando para a próxima fase". O documento, intitulado "Uma carta da Qaidat al-Jihad à nossa nação islâmica e nosso heróico povo na Palestina", datada de 26 de março, afirma: "Dizemos à nossa nação islâmica que Deus onipotente nos permitiu reorganizar as fileiras da Al-Qaeda (Qaidat al-Jihad) e elaborar um programa de militância com base nos desenvolvimentos da atual situação". Pelo termo usado, "reorganizar", os analistas acreditam poder afirmar que a Al-Qaeda efetivamente se "regenerou", dando-se um novo nome e objetivos mais amplos. No comunicado se afirma também que - além dos 15 soldados norte-americanos mortos dias atrás em Kandahar - outros 18 militares dos EUA que supostamente foram capturados pelo Taleban teriam morrido "durante as recentes batalhas no Afeganistão oriental". A carta conclui com o que parece ser uma advertência sobre a possibilidade de que militantes da Al-Qaeda - aparentemente já sob a liderança do novo grupo - estejam seguros no exterior e prontos para obedecer às ordens dos antigos chefes. O documento diz que "o número de militantes árabes (no Afeganistão) não supera os 1.600 homens, dois terços dos quais já foram retirados" durante a campanha militar norte-americana no Afeganistão. Quanto a Bin Laden, não existe confirmação sobre a morte dele. Segundo informou na segunda-feira o jornal paquistanês The Nation, o denominado "príncipe do terror" conseguiu escapar há apenas 10 dias de Faisalabad, no Paquistão, horas antes de uma operação conjunta da polícia e agentes do FBI no qual foram capturadas cerca de 30 pessoas, entre talebans e membros da Al-Qaeda. Entre eles, o seu "número três", Abu Zubeida.

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