Al-Qaeda estende suas operações no Iêmen

Muitos dos extremistas que estão hoje no Iêmen se encontram na lista dos mais procurados na Arábia Saudita

Associated Press

29 de dezembro de 2009 | 02h38

A Al-Qaeda na Península Arábica, a qual se atribuiu a responsabilidade do fracassado atentado a um avião norte-americano, é liderada por um iemenita que chegou a ser um ajudante próximo a Osama bin Laden.

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O grupo se formou em janeiro deste ano, quando seu líder, Naser Abdel Karim al-Wahishi, anunciou que se fundiam as organizações da Arábia Saudita e do Iêmen.

Al-Wahishi, conhecido por Abu Basir, foi um dos 23 integrantes da Al-Qaeda que escaparam de uma prisão iemenita em 2006. E muitos dos extremistas que estão hoje no Iêmen se encontram na lista dos mais procurados na Arábia Saudita.

Ao menos dois dos ex-detidos na prisão militar norte-americana na Bahia de Guantánamo, Cuba, que foram libertados em novembro de 2007, apareceram em seguida como comandantes de Al-Qaeda no Iêmen.

Said al-Shihri, liberado de um programa de reabilitação saudita no ano passado, é um subchefe da organização no Iêmen. Outro ex-detido de Guantánamo, Abu al-Hareth Muhammad al-Oufi, apareceu em janeiro como comandante da Al-Qaeda em um videoclipe que o mostrava com uma cartucheira de balas.

A Al-Qaeda na Península Arábica tem sido responsabilizada por uma série de ataques no Iêmen, incluindo um contra a embaixada norte-americana em San'a e atentados suicidas contra visitantes sul-coreanos.

O grupo deu sinais recentemente de que pensava atacar fora do Iêmen. O jovem nigeriano acusado pelo atentado de 25 de dezembro em um avião da de Northwest Airlines a ponto de aterrissar em Detroit havia estado no Iêmen este ano, segundo o governo iemenita.

A primeira operação fora do Iêmen foi um fracassado atentado com bomba contra o chefe antiterrorista da Arábia Saudita em agosto.

Ao se responsabilizar pelo atentado, Al-Qaeda levou seus simpatizantes a expulsar aos "inféis" da península arábica.

Especialistas consideram que o grupo tem umas poucas centenas de combatentes. Ao parecer conta com muitos fundos e a proteção de várias tribos iemenitas, em especial no oeste do país.

Iêmen, de onde provêm antepassados do Bin Laden, tem sido um reduto para a Al-Qaeda pela debilidade do governo central e seu terreno agreste que fornece proteção. Em 2000 nesse país, um atentado norte-americano na costa de Áden matou a 17 marinheiros norte-americanos.

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