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Al-Qaeda no Iêmen confirma morte de líder em bombardeio de drone dos EUA

Ex-chefe militar do grupo, Qassim Raymi, é nomeado como substituto; porta-voz do grupo ameaça atacar alvos nos EUA

O Estado de S. Paulo

16 de junho de 2015 | 10h10

SANAA - A Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA) confirmou nesta terça-feira, 16, a morte de seu líder Nasser Wuhayshi em um bombardeio de um avião não tripulado americano no leste do Iêmen. O grupo terrorista também divulgou a nomeação do até agora dirigente militar Qassim Raymi como seu novo líder.

"Nós da Al-Qaeda na Península Arábica lamentamos à nação muçulmana que Abu Baseer Nasser bin Abdul Karim Wuhayshi, que Deus descanse sua alma, tenha morrido em um ataque americano direcionado a ele e a dois de seus irmãos mujahideen, que Deus descanse suas almas", disse o membro sênior da AQAP Khaled Batarfi, em vídeo divulgado na internet. 

Wuhayshi, foi secretário de Osama bin Laden no Afeganistão, e os outros dois membros do grupo foram mortos em Mukala, capital da Província de Hadramut. A organização terrorista não detalhou a data da morte de Wuhayshi, mas uma fonte de segurança iemenita disse que o bombardeio do drone dos EUA aconteceu na sexta-feira.

"A jihad não vai ser detida pela morte dos líderes, mas seu sangue vai motivar os mujahedins (guerreiros santos) a se sacrificar", prometeu Batarfi. "Nós nascemos nesta guerra e morreremos nela", ressaltou o xeque, que ameaçou fazer os Estados Unidos provar "a amargura da guerra e da derrota até que deixe de apoiar os judeus ocupadores da Palestina e saia dos países muçulmanos".

Wuhayshi, também conhecido como Abu Basir, foi detido no Irã e depois entregue ao Iêmen em 2003, onde esteve preso até fevereiro de 2006, quando fugiu da prisão na capital Sanaa junto com outros 22 detentos. O dirigente da AQPA liderou uma série de ataques sangrentos contra instalações governamentais e de segurança no Iêmen e foi incluído na lista internacional de procurados pela justiça em janeiro de 2010.

A AQPA, que reivindicou em janeiro passado o ataque terrorista contra a sede da jornal satírico francês "Charlie Hebdo" - dizendo que foi uma punição por insultos ao profeta Maomé -, é considerada por Washington o ramo mais ativo e perigoso da Al-Qaeda. 

O grupo também orquestrou um número de ataques espetaculares dentro do Iêmen nos últimos anos, mirando em ministérios do governo, acampamentos militares e soldados, nos quais centenas de pessoas foram mortas. / EFE, AFP e REUTERS

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