Al-Qaeda no Iêmen é a maior ameaça aos EUA, diz CIA

Inteligência americana diz que houve aumento das operações da organização no país asiático

Efe

25 de agosto de 2010 | 05h26

WASHINGTON - A agência de inteligência americana (CIA, sigla em inglês) afirma que o braço da Al-Qaeda no Iêmen é a principal ameaça à segurança dos EUA, acima da facção do Paquistão, onde, acredita-se, pode estar o líder da organização, Osama bin Laden, afirma nesta terça-feira, 25, o jornal Washington Post.

 

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Fontes oficiais confirmaram ao jornal que, pela primeira vez desde os ataques terroristas de 11 de setembro de 2001, analistas da CIA assinalaram a Al-Qaeda no Iêmen como a ameaça "mais urgente" para os EUA.

A CIA detectou um aumento das operações da filial iemenita da Al-Qaeda, que levou altos funcionários do governo a estudarem possíveis operações na região, incluindo uma proposta para realizar voos com aviões não tripulados em apoio a uma eventual campanha clandestina do exército dos EUA, indicaram. "Estamos tentando aproveitar toda a capacidade que temos", afirmou um alto funcionário do governo do presidente Barack Obama.

O jornal lembra que a CIA realizou uma operação em 2002 no Iêmen, causando a morte de vários militantes da Al-Qaeda, mas, segundo membros da própria agência, a CIA não teve capacidade para operar na península por vários anos.

Os funcionários, que falaram em condição de anonimato, assinalaram que os analistas continuam vigiando os movimentos da Al-Qaeda e seus filiados em zonas tribais do Paquistão, considerados "inimigos supremos" dos EUA.

Segundo os funcionários, as últimas ações contra o grupo terrorista no Paquistão causaram numerosas baixas na Al-Qaeda, e por isso os guerrilheiros do Iêmen ressurgiram como maior ameaça potencial.

Em um destes ataques, morreu em maio Mustafa Abu al-Yazid, que foi interceptado por um avião não-tripulado americano em solo paquistanês e que, além de ser o chefe de operações financeiras, era considerado o "número três" da organização.

As autoridades americanas reiteraram que não descansarão até que consigam prender Bin Laden e outros responsáveis da rede terrorista, que, acredita-se, estão escondidos em algum ponto das montanhas do Paquistão.

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