Al-Qaeda no Iraque e grupo sírio anunciam fusão

O braço da Al-Qaeda no Iraque informou que se fundiu com o grupo extremista sírio Jabhat al-Nusra, medida que mostra a crescente confiança dos radicais, que fazem parte do movimento rebelde sírio, e deve provocar novos temores em seus apoiadores internacionais.

Agência Estado

09 de abril de 2013 | 12h30

Um site ligado ao Jabhat al-Nusra confirmou nesta terça-feira a fusão como o Estado Islâmico do Iraque, cujo líder, Abu Bakr al-Baghdadi, fez o anúncio numa mensagem de áudio de 21 minutos, colocada em sites militantes na noite de segunda-feira.

O Jabhat al-Nusra assumiu um papel maior no conflito sírio no decorrer no ano passado, participando de batalhas importantes e realizando vários ataques suicidas. Os Estados Unidos colocou o grupo em sua lista de organizações terroristas.

O grupo sírio não fez segredos de suas ligações ideológicas com o movimento jihadista global e suas relações além das fronteiras iraquianas, mas até agora não havia declarado oficialmente ser parte da Al-Qaeda.

Al-Baghdadi disse que seu grupo - o Estado Islâmico no Iraque - e o sírio Jabhat al-Nusra serão agora conhecidos como o Estado Islâmico no Iraque e o Levante

"É hora de anunciar ao povo do Levante e de todo o mundo que o Jabhat al-Nusra é apenas uma extensão e parte do Estado Islâmico no Iraque", disse ele. Al-Baghdadi declarou que o grupo sírio não terá um líder separado, mas será liderado pelo "próprio povo da Síria", o que dá a entender que ele estará no comando nos dois países.

A fusão formal do conhecido grupo rebelde sírio com a Al-Qaeda deve elevar os temores de alguns apoiadores da oposição, que são inimigos da rede global de terrorismo, dentre eles países ocidentais e do Golfo pérsico.

A medida pode também elevar o ressentimento em relação ao Jabhat al-Nusra entre as demais facções rebeldes. Até agora, os rebeldes respeitaram os rebeldes por suas proezas no campo de batalha, mas uma fusão com a Al-Qaeda pode complicar qualquer esforços para o envio de armas do exterior para os rebeldes.

A autenticidade da mensagem sobre a fusão não pôde ser confirmada de forma independente, mas declarações postadas em importantes sites militantes raramente são contestadas posteriormente por grupos extremistas. As informações são da Associated Press.

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