Al-Qaeda no Magreb assume sequestro de cinco franceses no Níger

Em mensagem de áudio, grupo diz que fará suas demandas ao governo francês 'muito em breve'

AE-AP, Agência Estado

21 de setembro de 2010 | 17h14

A Al-Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI), braço da rede extremista Al-Qaeda no Norte da África, assumiu nesta terça-feira, 21, a responsabilidade pelo sequestro de cinco cidadãos franceses no Níger, na semana passada, perto de uma mina de urânio operada pela empresa Areva.

 

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Sete homens, dois deles africanos, foram sequestrados de uma mina de urânio operada pela empresa francesa Areva na quinta passada e foram vistos pela última vez nos países vizinhos de Mali e Argélia com cerca de 30 insurgentes, antes de desaparecerem no vasto deserto do Saara.

 

Uma mensagem de áudio supostamente da Al-Qaeda difundida pelo canal árabe Al-Jazira afirma que militantes do grupo conseguiram despistar os seguranças da empresa e "foram capazes de atacar a mina de Arlit, considerada uma das mais importantes fontes de urânio, que a França tem roubado por décadas".

 

A gravação afirma que a rede terrorista irá fazer suas exigências ao governo francês "muito em breve", e advertiu o país a não fazer nada "estúpido" enquanto espera o primeiro contato.

 

Em julho, a AQMI reivindicou a execução de um francês de 78 anos que havia sequestrado e afirmou que o matou em retaliação às mortes de seis membros da Al-Qaeda em uma operação militar apoiada pela França.

Ontem, militares franceses realizaram voos com jatos de reconhecimento sobre o Deserto do Saara, em busca dos desaparecidos. As buscas envolveram o uso de aviões de longa autonomia da marinha francesa, disse um oficial, sob anonimato. Cerca de 80 soldados franceses também estão operando a partir de um hotel na capital do Níger.

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