Al-Qaeda no Magrebe Islâmico tem 1,6 mil homens armados

Deste total, organização teria 600 militantes ativos na região da Cabília, que contam com armas de grande calibre

Efe,

14 de abril de 2008 | 17h10

Fontes de serviços de segurança especializados em luta contra terroristas informaram à imprensa que a Al-Qaeda no Magrebe Islâmico (AQMI) dispõe de 1,6 mil homens armados, dos quais 600 estão ativos na região da Cabília. O jornal argelino Le Soir d'Algerie diz que os terroristas contam com armas de grande calibre, como fuzis kalashnikov e lança-granadas RPG, e se comunicam habitualmente através de telefones por satélite. Veja também:Tunísia prende 19 homens por relação com Al-QaedaIrã e Al Qaeda estão entre as maiores ameaças aos EUA, diz Bush A mesma fonte aponta que a AQMI reestruturou, a cerca de um mês, seu organograma para evitar a perseguição das forças de segurança e as unidades do Exército argelino. Tanto o Exército, como a Polícia e a Gendarmaria Nacional (Polícia de Fronteira) multiplicaram nas últimas semanas as operações de rastreamento em busca dos refúgios dos comandos da AQMI, principalmente nos montes da Cabília. Entre os dias 8 e 11 de abril as forças de segurança mataram oito supostos membros da organização, entre eles o chefe de uma célula chamada Chuaib. Desde o ano passado a AQMI perdeu sete de seus dirigentes, mortos ou detidos em diferentes operações. Segundo as fontes citadas pelo Soir d'Algerie, o novo organograma da Al-Qaeda no Magrebe consiste essencialmente na divisão do território argelino em quatro regiões operacionais, cada uma delas dirigidas por um "emir". A do centro, com 600 ativistas posicionados, a do sudeste, próxima das fronteiras com Tunísia e Líbia e com 450 militantes, a do sudoeste, perto da fronteira com o Marrocos e com pouco mais de 400 homens, e a do extremo sul, próxima ao Sael e com 130 soldados. De acordo com o jornal argelino, em sua nova estratégia a AQMI parece ter reorientado sua política de recrutamento de novos ativistas e privilegiado a adesão de jovens procedentes quase exclusivamente de bairros marginais. Ainda segundo a fonte, uma vez integrados na organização estes jovens são levados ao sudeste do país, onde são treinados por um período que pode alcançar até seis meses. Quando foi fundado em 1998 por Hassan Hatab, o Grupo Salafista para Pregação e Combate (GSPC), antecessor ao AQMI, dividiu o território argelino em seis regiões, embora a maior parte de suas ações se concentrassem nas províncias de Tizi-Ouzou, Boumerdès, Buira e Béjaia, denominadas zona dois.  

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