Al-Qaeda pede fim da influência européia na África muçulmana

Vídeo foi divulgado poucas horas após o braço direito de Bin Laden declarar 'guerra' contra o Paquistão

Efe,

20 de setembro de 2007 | 09h54

O número dois da rede terrorista Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, pediu nesta quinta-feira, 20, em um novo vídeo para "limpar o Magrebe islâmico dos filhos da França e da Espanha". O Magrebe é a região ocidental do norte da África que compreende os territórios atuais de Marrocos, Argélia, Tunísia, Líbia, Saara Ocidental e Mauritânia. Veja também:Al-Qaeda declara guerra ao presidente paquistanês Em um longo vídeo colocado em vários sites islâmicos, o braço direito de Osama bin Laden usa a maior parte de seu discurso para criticar o regime paquistanês de Pervez Musharraf, e faz breves referências à França e à Espanha. É preciso "limpar o Magrebe islâmico dos filhos da França e da Espanha. Preparem com seus filhos lutadores contra os cruzados e seus filhos", diz Zawahiri, médico egípcio que estaria escondido - assim como Bin Laden - nas montanhas do Afeganistão ou do Paquistão. Não é esta a primeira vez que a Al-Qaeda fala da Espanha, mas em outras ocasiões as referências eram exclusivamente a Al-Andalus, terra que segundo a Al-Qaeda era preciso recuperar para o Islã. O vídeo se refere à região ocupada pelos árabes entre os séculos VIII e XV. Durante esse período, os muçulmanos ocupavam grande parte do norte da África e quase a totalidade da Espanha e parte do sul da França. O foragido egípcio diz que "é um dever recuperar Al-Andalus para a nação (islâmica) em geral". No entanto, é a primeira vez em que falam da presença da Espanha no norte da África, onde efetivamente há importantes interesses comerciais e culturais. O vídeo desta quinta é divulgado horas depois da "Al-Sahaba", a "produtora" de vídeos da Al-Qaeda, anunciar em seu site uma "declaração de guerra" contra o Paquistão, que seria formalizada "em breve" pelo próprio Osama bin Laden. No vídeode Zawahiri, este qualifica o Exército do Paquistão como "cães sob o crucifixo do (presidente dos Estados Unidos, George W.) Bush".

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