Al-Qaeda pede resistência a seguidor de Morsi no Egito

O líder do grupo extremista Al-Qaida, Ayman al-Zawahri, disse que o golpe militar que derrubou o presidente egípcio, Mohammed Morsi, prova que a lei islâmica não pode ser estabelecida por meio da democracia e pediu que os seguidores de Morsi abandonem as urnas em favor da resistência armada.

ASSOCIATED PRESS, Agência Estado

03 de agosto de 2013 | 15h01

Em uma mensagem de áudio de 15 minutos veiculada na internet na noite de sexta-feira (2), Ayman al-Zawahri também atacou o exército do Egito, as elites seculares e liberais do país e também a minoria cristã, acusando-os de conspirar contra Morsi somente porque ele era muçulmano.

Os militares egípcios depuseram Morsi, o primeiro líder democraticamente eleito do país, em 3 de julho após dias de protestos exigindo a saída do presidente. O golpe dividiu a nação em campos rivais, com uma série de liberais e seculares apoiando a medida do exército e os aliados islâmicos rejeitando-a.

"Primeiro temos que admitir que legitimidade não significa eleições e democracia, mas que legitimidade é a Sharia (lei islâmica)... que está acima de todas as constituições e leis", afirmou o líder da Al-Qaeda em comentários dirigidos a Morsi e seus seguidores.

Ele condenou a Irmandade Muçulmana por ter "tentado o seu melhor para satisfazer a América e os secularistas" ao abandonar a "jihad". Ayman al-Zawahri também observou que o governo de Morsi foi derrubado, apesar de aceitar o tratado de paz com Israel e os acordos de segurança com os Estados Unidos - medidas rejeitadas fortemente pelos militantes islâmicos.

"Vocês esqueceram que a democracia é o monopólio do Ocidente e é permitida para aqueles que pertencem ao islamismo apenas com uma condição - você tem que ser um escravo da ideologia, ação, política e economia ocidental", afirmou o líder da Al-Qaeda.

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