Al-Qaeda planeja ataques do Irã, diz jornal

Os serviços de contra-espionagem dos Estados Unidos receberam informações de que os líderes da organização terrorista Al-Qaeda Saif al-Adl e Abu Hafs estão vivos e operando no leste do Irã, afirmou uma autoridade norte-americana. A fonte, que falou na condição de anonimato, negou-se a comentar a origem das informações, adiantando apenas que os dois líderes ainda não foram localizados pelos serviços de inteligência norte-americanos. Abu Hafs, um conselheiro espiritual dentro da Al-Qaeda, também conhecido como Mahfouz Ould al-Walid, "o mauritânio", foi considerado morto no início deste ano no Afeganistão. No entanto, os EUA receberam alguns informes incompletos de que ele estaria vivo. Al-Adl, chefe de segurança do líder da Al-Qaeda, Osama bin Laden, teria saído de cena depois da morte de Mohammed Atef, o principal comandante militar do exilado saudita. De origem egípcia e afiliado à Jihad Islâmica, Al-Adl está na lista dos terroristas mais procurados do FBI devido à suposta participação nos atentados a bomba contra embaixadas norte-americanas no Quênia e na Tanzânia, em 1998. A história foi publicada primeiramente pelo The Washington Post na edição de hoje. O jornal citou fontes da inteligência árabe afirmando que a dupla estaria planejando operações da Al-Qaeda de dentro do Irã. Em Teerã, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hamid Reza Asefi, negou as informações, segundo a agência de notícias oficial Irna. "Nenhum membro da Al-Qaeda está no Irã e a política de Teerã é a de não dar refúgio a este grupo", afirmou. Segundo o jornal, no entanto, os dois líderes assumiram o controle de operações que visam a realização de ataques terroristas. Eles também estariam dirigindo um comitê religioso da rede, encarregado de emitir comunicados para justificar os ataques. As fontes de inteligência citadas pelo jornal informaram que a Al-Qaeda está planejando ataques na Europa, África, Oriente Médio e Golfo Pérsico neste ano, incluindo um plano para atacar navios dos EUA em Bahrein.

Agencia Estado,

28 Agosto 2002 | 16h44

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