Al-Qaeda pode estar por trás de ameaças, diz Obama

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, disse hoje que a ameaça de bomba provocada por pacotes suspeitos encontrados em três aviões cargueiros que tinham o país como destino pode ter partido da sucursal da rede terrorista Al-Qaeda no Iêmen. O mandatário norte-americano fez um comunicado televisionado sobre o caso no final da tarde de hoje, em Washington. Obama disse ainda que o governo vai ampliar a segurança no país.

AE, Agência Estado

29 de outubro de 2010 | 20h33

As autoridades investigam um pacote que contém materiais explosivos, em um avião cargueiro interceptado hoje em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, que partiu do Iêmen e tinha como destino a Grã-Bretanha. Funcionários norte-americanos afirmam que estão cada vez mais convencidos de que os pacotes fizeram parte de uma tentativa de conspiração da Al-Qaeda no Iêmen. Até o final da tarde, contudo, a presença de explosivos não havia sido confirmada em nenhum dos três aviões.

Autoridades norte-americanas isolaram três aeronaves em dois aeroportos do país após serem encontrados pacotes suspeitos. Antes, em Londres, foi detectado um pacote suspeito em outro avião de carga dos EUA, mas testes descartaram a existência de uma bomba, segundo uma fonte oficial, revelando apenas um cartucho usado de impressora.

As duas aeronaves de carga da United Parcel Service Inc. (UPS) foram analisadas por agentes do FBI (Agência Federal de Investigação, na sigla em inglês) e de outras entidades de segurança no Aeroporto Internacional da Filadélfia. Um avião de carga da UPS no Aeroporto Internacional de Newark, em Nova Jersey, também foi revistado. Não foram encontrados explosivos.

A Casa Branca anunciou que às 22h35 da noite de ontem Obama foi informado sobre dois "pacotes suspeitos" que estariam a bordo de aviões cargueiros que chegariam hoje aos EUA, disse o porta-voz Robert Gibbs. Todos os pacotes se originaram em voos no Iêmen e foram encontrados nas aeronaves cargueiras em aeroportos dos EUA, do Reino Unido e de Dubai (Emirados Árabes).

"O presidente tem recebido atualizações regulares da sua equipe de segurança desde que foi alertado sobre a primeira ameaça", disse o porta-voz Gibbs, mais cedo. As informações são da Associated Press e da Dow Jones.

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