Al-Qaeda pratica terrorismo de baixo custo, diz ONU

A rede terrorista Al-Qaeda gastou menos de US$ 50.000 em cada um de seus principais atentados - exceto nos ataques de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos - e uma de suas principais características é usar como armas objetos de fácil aquisição, como telefones celulares e facas, afirma um relatório divulgado pelas Nações Unidas. O informe foi elaborado por uma nova equipe da ONU que supervisiona a implementação de sanções do organismo mundial contra a Al-Qaeda e a milícia religiosa Taleban. Dentre outros detalhes, o texto sublinha o quanto é barato executar operações terroristas. Por exemplo, o relatório diz que os ataques de março em Madri, nos quais foram detonadas, de maneira simultânea, 10 bombas em quatro trens, utilizaram explosivos empregados em minas e celulares, que cumpriram o papel de detonadores. O custo total da operação foi de cerca de US$ 10.000. As explosões causaram a morte de 191 pessoas e ferimentos em mais de 2.000. Nos ataques contra dois clubes noturno em Bali, Indonésia, em outubro de 2002, nos quais morreram 202 pessoas, o custo total foi de menos de US$ 50.000, segundo o informe da ONU. Um custo similar tiveram os atentados contra as embaixadas dos EUA no Quênia e na Tanzânia, em agosto de 1998, nos quais morreram 231 pessoas. De acordo com o documento, as sanções impostas pelas Nações Unidas tiveram apenas "um impacto limitado", pois o Conselho de Segurança reagiu após os eventos, "ao mesmo tempo em que a Al-Qaeda exibiu grande flexibilidade para se manter na dianteira" dos fatos.

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