Al Qaeda promete campanha de violência no norte da África

O braço da Al Qaeda que atua no norte da África afirmou na segunda-feira estar planejando a realização de ações violentas contra "infiéis" e forças governamentais presentes na área e conclamou os muçulmanos a afastarem-se dos alvos em potencial. "Convocamos todos os nossos irmãos muçulmanos a afastarem-se dos centros e pontos de encontro dos infiéis e dos apóstatas", afirmou em um comunicado divulgado pela internet a Organização Al Qaeda no Magreb Islâmico. "Os mujahideen estão prontos para atacar suas sedes, centros e alojamentos com todas as formas de detonação, bombas e demolição existentes", acrescentou. A autenticidade do comunicado não pôde ser confirmada, mas apareceu em um site usado com frequência por grupos militantes, entre os quais a Al Qaeda e facções insurgentes do Iraque. O braço da rede militante, cuja base fica na Argélia, assumiu a responsabilidade pelo triplo atentado suicida ocorrido no dia 11 de abril em Argel e que matou 33 pessoas. O grupo também afirmou ter sido o responsável pelo caminhão-bomba que explodiu no dia 11 de julho a oeste da capital argelina, matando oito soldados. "Os mujahideen, com a ajuda de Deus, conseguiram reagrupar-se, organizar suas fileiras e aprimorar seus planos. E estão, com a ajuda de Deus, planejando muitas surpresas para os inimigos de Deus presentes nos países do Magreb islâmico", acrescentou. O grupo, que antes se chamava Grupo Salafista para a Pregação e o Combate (GSPC), advertiu em maio que realizaria um número maior de atentados suicidas e convocou os muçulmanos a participarem de sua campanha oferecendo-se para serem homens-bomba. Os ataques alimentaram temores de que aumente a violência no norte da África. O grupo prometeu ligar-se a outras organizações islâmicas da região e disse que a usará como base para o lançamento de atentados contra alvos na Europa. O GSPC participou do conflito surgido na Argélia em 1992, quando autoridades, como o apoio das Forças Armadas, cancelaram eleições que seriam provavelmente vencidas por um partido islâmico. No confronto que se seguiu, até 200 mil pessoas foram mortas.

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