Al-Qaeda reivindica ataques que mataram 100 no Iraque

Uma coalizão da Al-Qaeda no Iraque reivindicou, hoje, a série de ataques ocorrida na semana passada contra prédios ministeriais em Bagdá. Os atentados deixaram mais de 100 mortos e centenas de feridos. O grupo extremista, conhecido como Estado Islâmico do Iraque, afirmou em mensagem publicada na internet que "com a graça de Deus", seus "filhos lançaram um novo ataque abençoado no coração da ferida Bagdá". O texto afirma que a intenção era destruir os "bastiões da infidelidade", que pertencem ao governo pró-Irã do primeiro-ministro Nouri al-Maliki, segundo afirmaram os terroristas.

AE-AP, Agencia Estado

25 de agosto de 2009 | 20h11

O governo iraquiano tenta defender-se das críticas sobre falhas na segurança que permitiram os ataques. O governo responsabilizou uma aliança entre a Al-Qaeda e ex-integrantes do partido Baath, e divulgou a confissão gravada em vídeo de um suspeito mentor dos ataques, que afirmou que dois integrantes do Baath na Síria ordenaram os ataques. O governo também exigiu que a Síria entregasse os dois supostos integrantes do partido Baath, que teriam ligação com os ataques.

Hoje, o Iraque também elevou o nível de confronto diplomático com seu vizinho ao convocar de volta seu embaixador. A Síria, por sua vez, ordenou o retorno de seu embaixador em Bagdá e disse que, a menos que o governo do Iraque forneça evidências, a Síria vai considerar as afirmações como fabricadas "por objetivos políticos". Os ataques de 19 de agosto atingiram os ministérios de Finanças, Relações Exteriores e Defesa, enfraquecendo a confiança nas forças de segurança iraquianas.

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