Al-Qaeda resgata 60 integrantes de cadeia no Iêmen

Cerca de 60 militantes da Al-Qaeda fugiram ontem de uma prisão no sul do Iêmen, região que concentra os radicais do grupo no país. Segundo o governo, pelo menos três detentos e um carcereiro foram mortos durante a ação, que deixou um agente penitenciário ferido. Os presos dominaram os seguranças e tomaram suas armas antes de escapar por um túnel com pouco mais de 40 metros.

AP e Reuters, O Estado de S.Paulo

23 de junho de 2011 | 00h00

O Ministério do Interior iemenita afirmou que dois dos fugitivos foram recapturados. De acordo com a pasta, enquanto 57 militantes - muitos deles no corredor da morte - dominavam os guardas da prisão de Mukalla, na Província de Hadramut, e escapavam pelo túnel, atiradores começaram a dar apoio à ação pelo lado de fora da penitenciária, disparando contra os agentes.

Segundo o governo, 62 presos escaparam - e 16 deles pertencem a uma célula da Al-Qaeda no Iêmen culpada por pelo menos 13 ataques terroristas nos últimos 2 anos. O líder dessa facção, Hamza al-Qehety, foi morto em um confronto, em 2008. Vários possíveis substitutos do militante estariam entre os fugitivos.

A fuga em Mukalla não é o único sinal de que a Al-Qaeda busca se aproveitar do caos no Iêmen para se articular novamente no país após os protestos pela queda do presidente Ali Abdullah Saleh e a ida do líder para a Arábia Saudita - para que ele se tratasse de ferimentos sofridos durante um ataque a seu palácio, no dia 3. Militantes ligados ao grupo radical tomaram duas cidades da Província de Abyan, também no sul iemenita. Na semana passada, diversas vizinhanças de Lahj, na mesma região do país, foram ocupadas pelos integrantes do movimento por breves períodos.

Por envolver a Al-Qaeda, a situação no Iêmen preocupa os EUA. Ontem, o secretário-assistente do Departamento de Estado americano para o Oriente Médio, Jeffrey Feltman, conversou com autoridades iemenitas, segundo a agência Reuters. Uma fonte disse que Feltman se encontraria com o chanceler, Abubakr al-Qirbi, e com o vice-presidente, Abd-Rabbu Mansour Hadi, que assumiu o poder após a ausência de Saleh.

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