Al-Qaeda tentou criar armas biológicas, acusa Pentágono

Os serviços de espionagem dos Estados Unidos chegaram à conclusão de que a rede extremista Al-Qaeda "esteve atrás de um sofisticado programa de pesquisas de armas biológicas", de acordo com um relatório do Departamento de Defesa dos EUA (Pentágono) ao Congresso americano.Ainda de acordo com o relatório, Coréia do Norte, Irã, Líbia e Síria possuem programas de armas químicas e biológicas e trabalham para melhorá-los com a ajuda de companhias sediadas em países como Rússia e China.Nações e organizações consideradas "terroristas" pelos EUA continuarão desenvolvendo armas químicas e biológicas mais sofisticadas e "esses armamentos poderão ser usados em conflitos regionais ou atos de terrorismo durante os próximos 15 anos", garante o texto.O interesse da Al-Qaeda em armas químicas, biológicas e nucleares é conhecido há algum tempo. O grupo liderado pelo milionário saudita no exílio, Osama bin Laden, qualificou o uso dessas armas contra alvos americanos e israelenses como "tarefa religiosa" dos muçulmanos.No Afeganistão, soldados americanos descobriram documentos e equipamentos que apontavam para tentativas rústicas de produção de armas químicas e demonstravam grande interesses em armas biológicas.O relatório do Departamento de Defesa, enviado ao Congresso em abril e revelado somente esta semana, é o primeiro documento oficial do governo americano a afirmar que a Al-Qaeda esforçou-se para desenvolver armas biológicas sofisticadas.No entanto, o relatório do Pentágono não fornece mais detalhes quais foram os esforços da organização extremista.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.