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Al-Shabaab mata ao menos 36 em ataque no Quênia

Grupo terrorista, que reivindicou a ação, separou os não muçulmanos do grupo e atirou contra cada um

O Estado de S. Paulo

02 de dezembro de 2014 | 09h21


KOROME, QUÊNIA - Militantes somalis do grupo grupo fundamentalista islâmico Al-Shabaab mataram ao menos 36 trabalhadores não muçulmanos em uma pedreira no nordeste do Quênia nesta terça-feira, 2, decapitando ao menos dois deles. O ataque ocorreu na mesma área em que o grupo sequestrou um ônibus e matou 28 passageiros há pouco mais de uma semana.

Homens armados atacaram dezenas de trabalhadores que dormiam em barracas no entorno da pedreira por volta de 1h da manhã (horário local), disse um ancião do vilarejo de Korome, perto do local do ataque, nas proximidades com a fronteira somali. "A milícia separou os muçulmanos, depois mandou os não muçulmanos deitaremn e atirou na cabeça deles à queima-roupa", disse Hassan Duba.

Segundo uma testemunha, a maioria das vítimas levou tiros na cabeça e ao menos duas foram decapitadas. Ela contou 36 corpos na pedreira, localizada a cerca de 15 quilômetros da cidade de Mandera.

O grupo terrorista reivindicou o ataque. "Em outra bem-sucedida operação levada a cabo pelos mujahedins, cerca de 40 quenianos encontraram a morte após uma unidade da brigada Saleh Nahban (nome do líder da Al-Qaeda na Somália morto em um bombardeio dos EUA em 2009) os atacar em Koromei, nos arredores de Mandera", afirmou o texto divulgado pela emissora somali Al-Andalus.

O porta-voz do grupo, Ali Mohamud Rage, disse que a ação "faz parte de uma série de ataques planejados" no Quênia. O jihadista destacou, além disso, o "contínuo sofrimento" dos jovens muçulmanos na cidade queniana de Mombaça, onde recentemente a polícia queniana realizou batidas em mesquitas.

O governo do Quênia confirmou que a morte de 36 pessoas e citou sobreviventes dizendo que cerca de 20 agressores participaram do ataque. Uma pessoa morreu em outro ataque na cidade de Wajir, no norte, na noite de segunda-feira, de acordo com o governo.

O ataque a ônibus em 23 de novembro aconteceu nos arredores de Mandera. Nesse ataque, os militantes também mandaram os não muçulmanos descerem do veículo e atiraram, poupando os muçulmanos. /EFE e REUTERS

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