Al-Zarqawi foi responsável por mais de 800 atentados; veja os principais

O líder da organização terrorista Al-Qaeda no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi, liderou uma campanha sangrenta de atentados suicidas e seqüestros. O terrorista jordaniano assumiu com a Al-Qaeda a autoria de mais de 800 atentados contra patrulhas militares das forças multinacionais, além de vários "ataques com cargas explosivas e armas".Al-Zarqawi, morto em um ataque aéreo americano na quarta-feira, estimou em 40 mil o número de soldados das forças da coalizão mortos ou feridos desde o início da invasão do Iraque, em março de 2003.O terrorista tornou-se símbolo da "guerra santa", orquestrando alguns dos atentados suicidas mais violentos da insurgência, decapitando reféns e ajudando a mergulhar o Iraque em uma espiral de violência sectária contra xiitas.São atribuídos a ele atentados como o ocorrido em Hilla, em fevereiro de 2005, que causou mais de cem mortes e mais recentemente um ataque em janeiro deste ano que deixou 50 mortos na cidade santa xiita de Karbala, ao sul de Bagdá.Além disso, o "número dois" de al-Zarqawi, Abu Omar al-Kurdi, confessou ter planejado o atentado de agosto de 2003 contra a sede da ONU em Bagdá, que matou 22 pessoas, inclusive o brasileiro Sérgio Vieira de Mello.Principais ataques atribuídos aos grupo de al-Zarqawi no Iraque: Agosto de 2003: Abu Omar al-Kurdi, executa atentado contra a sede da ONU em Bagdá. Na ação 22 pessoas morrem, entre elas o brasileiro Sérgio Vieira de Mello. Abril de 2004: al-Zarqawi ameaça atacar os EUA no Iraque, em gravação sonora divulgada na internet, e atribui a seu grupo vários atentados desde a ocupação. Maio de 2004: o grupo Monoteísmo e Guerra Santa assume na internet o ataque contra um quartel americano em Bagdá (6 mortos). Segundo a CIA, Zarqawi foi o autor material da decapitação do civil americano Nick Berg no Iraque, gravada em vídeo divulgado na internet. Um carro-bomba deixa nove mortos, entre eles o presidente do Conselho de Governo iraquiano, Izz al-Din Salim. Junho de 2004: decapitação do refém sul-coreano Kim Sun Il e de dois caminhoneiros búlgaros. Ataques em Mossul, Ramadi, Faluja e Baquba, com pelo menos 70 mortos, cuja autoria é reivindicada em vários comunicados. Agosto de 2004: o refém turco Murat Yuce é assassinado. As imagens são divulgadas na internet, assim como as da execução do refém americano Benjamin Ford. Setembro de 2004: o grupo assume a autoria do assassinato de três caminhoneiros turcos; do atentado com carro-bomba contra uma delegacia em Bagdá (47 mortos) e de outro contra uma caminhonete policial (12 mortos) em Baquba. 20 de setembro de 2004: a CIA atribui a Zarqawi o assassinato do refém americano Eugene Armstrong e a leitura do comunicado no vídeo divulgado na internet. 24 e 25 de outubro de 2004: o grupo de Zarqawi assume a autoria do massacre de 49 guardas nacionais e de um tríplice atentado em Bagdá (17 mortos). Dezembro de 2004: o grupo de Zarqawi assume na internet dois atentados em Bagdá (24 mortos) e outro carro-bomba na "zona verde", região especialmente protegida da capital, (13 mortos). 21 de dezembro de 2004: vinte e dois mortos (13 soldados americanos), e 51 feridos em atentado suicida no refeitório da base americana de Marez. 19 de janeiro de 2005: atentados em Bagdá contra a Embaixada da Austrália e a base militar de Al-Muthana (7 mortos). Janeiro de 2005: o grupo assume o atentado contra a sede do partido liderado por Iyad Allawi (5 mortos) e vários ataques contra colégios eleitorais (24 mortos). 7 de fevereiro de 2005: dois atentados: delegacia em Baquba (14 mortos) e hospital em Mossul (12 mortos). 28 de fevereiro de 2005: carro-bomba em Hilla (sul de Bagdá) com 106 mortos. Março de 2005: assassinato do general Ghazi Mohammed Jafayi, do Ministério do Interior iraquiano. 23 de maio de 2005: atentado contra Wael al-Rubei, assessor do primeiro-ministro do Iraque para a segurança nacional, em Bagdá. 30 de maio de 2005: dois atentados suicidas com 27 mortos e 118 feridos, a maioria policiais, em Hilla. 23 de junho de 2005: atentados com 16 mortos e 60 feridos em Bagdá e em Tuz-Khurmatu. 7 de julho de 2005: execução, por "apostasia", de Ihab Al-Sherif, embaixador do Egito no Iraque, seqüestrado cinco dias antes. 27 de julho de 2005: executados Ali Belarroussi, chefe da missão diplomática argelina em Bagdá, e de seu adjunto, Assediem Belkadi. 14 de setembro de 2005: atentado suicida com 108 mortos em um bairro xiita de Bagdá. Novembro de 2005: o grupo assume pela primeira vez a autoria de um atentado suicida fora do Iraque, com 60 mortos, contra três hotéis de Amã, capital da Jordânia. O grupo reivindica a autoria do atentado com 35 mortos em um restaurante do centro de Bagdá. 5 de janeiro de 2006: atentado com 50 mortos na cidade santa xiita de Karbala, ao sul de Bagdá.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.