Alarme nos EUA era baseado em informações falsas

Investigações revelaram a "inconsistência" de algumas informações secretas utilizadas pela Casa Branca para elevar o alarme antiterrorismo nos Estados Unidos, de condição amarela para laranja, durante a última semana. A informação foi revelada pela rede de tevê norte-americana ABC, segundo a qual um suposto membro da rede extremista Al-Qaeda que alertou para um possível ataque com uma "bomba suja" (de explosivos convencionais, mas radioativa) revelou-se um farsante.Citando fontes em Washington e Nova York, a ABC revelou que o suspeito havia revelado em minúcias um suposto ataque programado para os próximos dias, com um explosivo capaz de espalhar materiais radioativos. Nova York, Washington e Flórida foram cidades citadas como possíveis alvos de um "atentado iminente".As revelações do suspeito - que, segundo a ABC, está detido numa base naval norte-americana de Guantánamo - eram repletas de detalhes sobre a existência de células da Al-Qaeda em operação em Virgínia ou Detroit, e cujos membros teriam encontrado meios de transportar o material para a bomba esquivando-se dos controles nos aeroportos, escondendo as peças em sapatos, maletas ou computadores portáteis.No entanto, a fonte foi submetida a um detetor de mentiras pelas autoridades norte-americanas. O teste revelou que sua denúncia carecia de fundamentos."Esta peça do quebra-cabeças mostrou-se incompatível", disse à ABC o ex-chefe de combate ao terrorismo da CIA, Vince Cannistraro. "Por esse motivo, a razão do alarme, especialmente em Washington, se dissipou."Nos Estados Unidos, o alerta continua "laranja", o que significa alto risco de atentados, porque os serviços de inteligência basearam-se em diversas fontes, inclusive em informações provenientes do exterior.

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