YAMIL LAGE / AFP
YAMIL LAGE / AFP

Alba se reúne em Havana para criticar EUA, Brasil e Colômbia

Encontro ocorre dois dias depois de presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, envolver países vizinhos em suposto complô para derrubá-lo

O Estado de S.Paulo

14 de dezembro de 2018 | 17h38

HAVANA - Líderes da Aliança Bolivariana para os Povos da América (Alba) se reuniram nesta sexta-feira em Cuba com um chamado de unidade contra o avanço da direita na América Latina. Os presidentes de Cuba, Miguel Díaz-Canel, da Venezuela, Nicolás Maduro, da Bolívia, Evo Morales, e da Nicarágua, Daniel Ortega, criticaram os governos da Colômbia e do Brasil e criticaram o que chamaram de ingerência americana no continente. 

"Estamos no olho do furacão das ameaças imperialistas e de governo satélites", disse Maduro, que denunciou uma campanha contra seu país. 

Na quarta-feira, Maduro acusou o presidente eleito Jair Bolsonaro de participar de um suposto plano americano para matá-lo. Segundo o chavista, que não ofereceu provas, a Colômbia também participaria desse complô.

"Chegou a nós uma boa informação (...) John Bolton (assessor de Segurança Nacional dos EUA) desesperado, designando missões para provocações militares na fronteira", disse Maduro.

Em Havana, Díaz-Canel defendeu a construção de uma frente de esquerda para se contrapor aos desafios impostos hoje pela direita no continente. "A ingerência americana, a subversão política e as agressões econômicas são os principais riscos para a paz na América Latina", afirmou. "Não podemos ser golpistas e assistir a agressões golpistas contra países irmãos."

No mês passado, o assessor de Segurança Nacional do presidente Donald Trump, John Bolton, chamou de troica da tirania a aliança entre Cuba, Nicarágua e Venezuela. "Não podemos diminuira pressão, mas aumentá-la", disse na ocasião.

Após a reunião em Cuba, o chanceler boliviano, David Choquehuanca, disse que a Alba é uma ferramenta importante contra forças obscuras que querem o retorno do "neocolonialismo" na região. / EFE e AFP

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